Amanhã é véspera de Natal e hoje o crítico sai do ar provisoriamente.
Vou ficar descansando bastante, dormindo bastante, lendo bastante e fazendo mais um monte de coisas agradáveis na região serrana.
Não vou falar mal do Natal, prefiro desejar a todos aqueles que ocasionalmente dão uma olhada no que está sendo criticado aqui um Feliz Natal cheio de paz e harmonia. Acima de tudo desejo a todos um momento de convivência fraternal no qual aquela perspectiva comercial de bom velinho e presentes como sinônimo de felicidade seja temporariamente esquecida.
Paz e um bom Natal pra todos são meus votos a todos vocês!!! Saludos!!
Dois caras sentados num banco de praça ficavam olhando as pessoas passando. Ficaram ali horas, analisando, criticando e discutindo sobre a vida. Lá pelas tantas um deles diz: Nós estamos aqui nos sentindo os críticos do mundo! O outro acreditou que ele realmente seria o crítico do mundo e criou esse blog. Bem-vindo!
segunda-feira, dezembro 23, 2002
Simplesmente Martha (Bella Martha)
Fui ao cinema para assistir o argentino Filho da Noiva mas graças a maravilha do trânsito natalino me atrasei e só consegui chegar no cinema com 20 minutos de atraso. Fui assistir ao Simplesmente Martha meio no escuro.
Gostei do filme. A resenha dos jornais e revistas dava a entender que este seria um filme completamente sem sal (o que não deixa de ser uma grande ironia por se tratar de um filme 50% culinário!).
A história é simples de uma cozinheira de coração germânico/nórdico que descobre na convivência com sua sobrinha orfã de mãe e com um italiano figura que a vida pode ser diferente e o filme sai do cinza de inverno para um sol gostoso de primavera.
Tenho que admitir que fui seduzido pela personagem principal, o jeito dela meio carente, problemática e complexa me atraiu mas o que foi um golpe de misericórdia foi o fato dela se amarrar em cozinhar. A atriz que interpreta a personagem principal estava muito bem no papel.
A trilha sonora é interessante apesar do altos e baixos. Em alguns momentos ela é surpreendente e interessante enquanto em outros acaba caindo num esquema Kenny G e música de elevador que chega a dar pena.
A história não é extremamente original mas é contada de uma forma bem interessante e bonita. Fui muito bem entretido pela história da Martha. Os inúmeros sentimentos expostos no filme são contagiantes.
Minha companheira de filme soltou algumas lágrimas e tenho que admitir que eu também gostaria de dar uma choradinha gostosa pra dar uma relaxada e mostrar que eu efetivamente curti o filme e sou um cara sentimental. Infelizmente, eu não consigo ser tão sentimental e fiquei seco durante o filme.
Recomendo o filme para quem quiser assistir um filme de qualidade e leve, não recomendo ir com fome para o cinema pq a coisa pode complicar. Se vc for homem e se encontrar seduzido pela Martha, tente relaxar e se lembrar que ela é um personagem, ao chegar em casa pegue uma frigideira, manjericão, uns tomates e bote o macarrão pra ferver e confiando na sua imaginação se lembre de que o céu é o limite quando de fala de gastronomia, assim como quando se fala de mulheres.
Fui ao cinema para assistir o argentino Filho da Noiva mas graças a maravilha do trânsito natalino me atrasei e só consegui chegar no cinema com 20 minutos de atraso. Fui assistir ao Simplesmente Martha meio no escuro.
Gostei do filme. A resenha dos jornais e revistas dava a entender que este seria um filme completamente sem sal (o que não deixa de ser uma grande ironia por se tratar de um filme 50% culinário!).
A história é simples de uma cozinheira de coração germânico/nórdico que descobre na convivência com sua sobrinha orfã de mãe e com um italiano figura que a vida pode ser diferente e o filme sai do cinza de inverno para um sol gostoso de primavera.
Tenho que admitir que fui seduzido pela personagem principal, o jeito dela meio carente, problemática e complexa me atraiu mas o que foi um golpe de misericórdia foi o fato dela se amarrar em cozinhar. A atriz que interpreta a personagem principal estava muito bem no papel.
A trilha sonora é interessante apesar do altos e baixos. Em alguns momentos ela é surpreendente e interessante enquanto em outros acaba caindo num esquema Kenny G e música de elevador que chega a dar pena.
A história não é extremamente original mas é contada de uma forma bem interessante e bonita. Fui muito bem entretido pela história da Martha. Os inúmeros sentimentos expostos no filme são contagiantes.
Minha companheira de filme soltou algumas lágrimas e tenho que admitir que eu também gostaria de dar uma choradinha gostosa pra dar uma relaxada e mostrar que eu efetivamente curti o filme e sou um cara sentimental. Infelizmente, eu não consigo ser tão sentimental e fiquei seco durante o filme.
Recomendo o filme para quem quiser assistir um filme de qualidade e leve, não recomendo ir com fome para o cinema pq a coisa pode complicar. Se vc for homem e se encontrar seduzido pela Martha, tente relaxar e se lembrar que ela é um personagem, ao chegar em casa pegue uma frigideira, manjericão, uns tomates e bote o macarrão pra ferver e confiando na sua imaginação se lembre de que o céu é o limite quando de fala de gastronomia, assim como quando se fala de mulheres.
Tradução de títulos de filme
Como crítico, não posso deixar de achar um absurdo as traduções que fazem dos títulos de filme.
Sei que esse assunto pode soar um pouco lugar comum e que essa questão das traduções é motivo de piada pelo mundo inteiro. No entanto, quero criticar essa questão não do ponto de vista do espectador que meramente tem dificuldades em saber do que se trata o filme mas do diretor/autor que cria um título que é sacaneado pelos diversos tradutores do filme. Não quero também entrar na discussão sobre tradução de conteúdo de filmes através das legendas e da dublagem pq só isso já daria margem a uma crítica. Só digo o seguinte, a coisa que mais gostei nos DVDs foi o fato de poder colocar a legenda em inglês e não ter que ficar aturando as traduções toscas que fazem por aí.
Todos conhecem diversos casos de filmes cujos títulos são estupidamente mal traduzidos poderia ficar pesquisando o dia inteiro e colocar uma lista infinita nas mais diversas línguas. Mas o intuito desse blog não é ficar listando coisas mas criticar situações, ou seja, quem quiser exemplos que procure por si mesmo.
A tradução é o intuito de substituir uma língua dita original por outra que seria aquela do destinatário. Entendo que se estamos falando de um bem cultural, a tradução deve manter-se ao máximo fiel as origens, a idéia desenvolvida pelo autor, mesmo que isso não possa ser compreendido perfeitamente no ambiente de destino. O autor pensa dias e dias num título para seu trabalho que efetivamente demonstre toda a complexidade daquele trabalho que pode levar até mesmo anos para ser concluído. Depois existe uma complexa assessoria de marketing e produtores para definir o título definitivo. Aquele título passa a representar o efetivo nome daquele trabalho que para um diretor se equipara ao nome de um filho. O nome, grande ou pequeno, normal ou esquisito, abstrato ou concreto será o nome da pária gerada por uma enorme equipe e, possivelmente um nome que entrará para a história cultural do mundo ou do país cuja obra goza afinidade cultural. Assim como Nighthawk do Hopper não pode ser chamado de “um café na esquina” as obras cinematográficas também não podem ter seus títulos alterados em sua essência para evitar a perda da essência da mensagem que o autor quis transmitir no título da obra.
Outra coisa ridícula é a famosa tentativa de pegar carona no filme dos outros, ou seja, se existe um filme famoso chamado Pânico no Mar, o filme seguinte de suspense o tradutor tenta colocar alguma coisa alusiva ao filme de sucesso criando um Pânico no Ar mesmo que o filme se chame O Sequestro do Vôo 237, ou Pânico no Quarto. O pior é que o pobre consumidor vai na locadora e acaba pegando a merda do filme que pegou carona. Pra piorar, o sujeito que criou uma obra e a entitulou de Sequestro do Vôo 237 é completamente desrespeitado quando inventam de colocar o título Pânico no Ar.
Minha crítica vai para todos os tradutores de filme, ou quem quer que faça esse tipo de coisa, que ficam merdalhando os títulos de filme e querendo inventar em cima da obra dos outros que não lhe dizem respeito. Meus caros tradutores, se atenham ao seu ilustre trabalho mas não tentem aparecer fazendo essas criações absurdas que soam extremamente escrotas. Acredito que uma tradução feita de forma correta pode lhes garantir uma boa noite de sono e evita o risco de uma ameaça a bala no estilo Tarantino de algum diretor revoltado cuja comédia romântica se transformou num pornô B por causa de uma tradução mal feita. Ser tradutor é um trabalho ingrato no qual somente se aparece quando se comete uma gafe, por favor, não cometam gafes com meus filmes prediletos e eu não os crítico.
Como crítico, não posso deixar de achar um absurdo as traduções que fazem dos títulos de filme.
Sei que esse assunto pode soar um pouco lugar comum e que essa questão das traduções é motivo de piada pelo mundo inteiro. No entanto, quero criticar essa questão não do ponto de vista do espectador que meramente tem dificuldades em saber do que se trata o filme mas do diretor/autor que cria um título que é sacaneado pelos diversos tradutores do filme. Não quero também entrar na discussão sobre tradução de conteúdo de filmes através das legendas e da dublagem pq só isso já daria margem a uma crítica. Só digo o seguinte, a coisa que mais gostei nos DVDs foi o fato de poder colocar a legenda em inglês e não ter que ficar aturando as traduções toscas que fazem por aí.
Todos conhecem diversos casos de filmes cujos títulos são estupidamente mal traduzidos poderia ficar pesquisando o dia inteiro e colocar uma lista infinita nas mais diversas línguas. Mas o intuito desse blog não é ficar listando coisas mas criticar situações, ou seja, quem quiser exemplos que procure por si mesmo.
A tradução é o intuito de substituir uma língua dita original por outra que seria aquela do destinatário. Entendo que se estamos falando de um bem cultural, a tradução deve manter-se ao máximo fiel as origens, a idéia desenvolvida pelo autor, mesmo que isso não possa ser compreendido perfeitamente no ambiente de destino. O autor pensa dias e dias num título para seu trabalho que efetivamente demonstre toda a complexidade daquele trabalho que pode levar até mesmo anos para ser concluído. Depois existe uma complexa assessoria de marketing e produtores para definir o título definitivo. Aquele título passa a representar o efetivo nome daquele trabalho que para um diretor se equipara ao nome de um filho. O nome, grande ou pequeno, normal ou esquisito, abstrato ou concreto será o nome da pária gerada por uma enorme equipe e, possivelmente um nome que entrará para a história cultural do mundo ou do país cuja obra goza afinidade cultural. Assim como Nighthawk do Hopper não pode ser chamado de “um café na esquina” as obras cinematográficas também não podem ter seus títulos alterados em sua essência para evitar a perda da essência da mensagem que o autor quis transmitir no título da obra.
Outra coisa ridícula é a famosa tentativa de pegar carona no filme dos outros, ou seja, se existe um filme famoso chamado Pânico no Mar, o filme seguinte de suspense o tradutor tenta colocar alguma coisa alusiva ao filme de sucesso criando um Pânico no Ar mesmo que o filme se chame O Sequestro do Vôo 237, ou Pânico no Quarto. O pior é que o pobre consumidor vai na locadora e acaba pegando a merda do filme que pegou carona. Pra piorar, o sujeito que criou uma obra e a entitulou de Sequestro do Vôo 237 é completamente desrespeitado quando inventam de colocar o título Pânico no Ar.
Minha crítica vai para todos os tradutores de filme, ou quem quer que faça esse tipo de coisa, que ficam merdalhando os títulos de filme e querendo inventar em cima da obra dos outros que não lhe dizem respeito. Meus caros tradutores, se atenham ao seu ilustre trabalho mas não tentem aparecer fazendo essas criações absurdas que soam extremamente escrotas. Acredito que uma tradução feita de forma correta pode lhes garantir uma boa noite de sono e evita o risco de uma ameaça a bala no estilo Tarantino de algum diretor revoltado cuja comédia romântica se transformou num pornô B por causa de uma tradução mal feita. Ser tradutor é um trabalho ingrato no qual somente se aparece quando se comete uma gafe, por favor, não cometam gafes com meus filmes prediletos e eu não os crítico.
sexta-feira, dezembro 20, 2002
Criticando os Racionais
Se eu quero ser um crítico, não posso parar de criticar...
Estive pensando sobre os Racionais MC. Cheguei a conclusão de que definitivamente não tenho uma opinião definitiva formada sobre eles.
Do ponto de vista artístico eu acho uma merda o rap. Um musiquinha de negro enquanto minoria americana que fica falando da pobreza deles, dos problemas com a polícia, da mulher que é uma vadia e uma porrada de coisa dentro da realidade de uma minoria num país desenvolvido, ou seja, é m universo socialmente e geograficamente restrito. Os caras inventam formas de vestir que eu particularmente acho meio escrotas mas que são extremamente ligadas as questões sociais e geográficas e que sempre influenciaram a street wear mundial. A grande ironia é de que apesar da sua origem nos guetos negros, quem faz muito dinheiro com o rap, sem dúvida, são as grandes gravadoras que conseguem comercializar o rap nos EUA e pra uma porrada de lugar ao redor do mundo.
Mas o que realmente me dá agonia no rap é aquela gritaria que vc não entende o que o cara está querendo dizer, ou aquela pronúncia que transforma a lingua em algo muito próximo a grunhidos primatas. Em resumo, eu não compraria um CD do melhor rapper americano pq eu acho uma merda a musicalidade, não tenho afinidade cultural com o dito cujo e não vou comprar algo só pq está me sendo empurrado que aquilo é bom.
No mais, eu acho que o rap não faça sentido no Brasil. Nós temos outras formas de expressão musical mais autênticas e não precisamos ficar importando formas de expressão cultural de ninguém. Nós temos outras formas de expressar nosso ritmo e nossas rimas de forma diferente do rap (acho que quem leu até aqui sabe que estou logicamente falando sobre o samba e derivados!!). Em resumo, foda-se o rap e viva o Bezerra da Silva.
Bem, essa era a minha opinião até que me deparei com o Racionais MC. Meu amigo tinha um CD de um selo meio alternativo com capa estranha ao qual ouvi depois de muita relutância. Minha surpresa foi q achei o som interessante e mais do que o som propriamente dito achei algumas letras geniais, Domingo no Parque é excepcional e Homem na Estrada é bem interessante, dentre outras. Porra, esse Mano Brown é um poeta, candidato a expoente da MPB. Depois os Racionais viraram moda e admito que acabei perdendo o contato.
Gosto de um CD do Racionais que eu tenho mas acho rap uma merda. Seria isso uma contradição?!? Tal contraditório também se aplica ao Racionais no meu ponto de vista...
Os caras fazem música de pobre para pobres extremamente vinculados a uma cultura americana escrota importada. Pela qualidade do trabalho dele, eles acabam caindo no gosto da crítica e chegam, de vento em popa, aos jovens de classes médias e altas que são os que efetivamente consomem no país comprando CDs e pagando 40 reais num show. O Mano Brown compra um carrão e dá uma geral na casa se assemelhando ao burguês que ele diversas vezes critica em suas músicas. Um viva para a indústria fonográfica que manteve sua performance financeira e um olhar torto para o Mano Brown, agora um cara burguês, que um dia cantou a pobreza.
Quais seriam as opções, ele distribuir todo o dinheiro que ele arrecada em benefício da sua comunidade e perder a chance de ter uma certa segurança financeira pra ele e sua família. A outra seria ele não aceitar se vender e boicotando Xuxa e Raul Gil da vida e se mantendo próximo as suas raízes para não se prostituir, o que faria com que ele ficasse sem o contratão da gravadora e estaria ele na pequena gravadora que não poderia divulgar seu trabalho. Outra opçào ainda, seria assumir que é burguês, comprar um apartamento de 3 quartos e um Golf e guardar o resto da grana, gravar uns discos meia boca e ficar vendo a barriga crescer sem stress de grana.
Na boa que é muito complicado, eu realmente não sei o que faria se eu fosse o cara...
Acho que existe um conflito meio autencidade x segurança, ou ainda discurso x prática. Definitivamente acho que seria mais uma idéia de discurso x prática, e convenhamos que discurso sem prática são palavras soltas ao vento, ou melhor, palavras gritadas como um rap que se perde nos ecos de um beco escuro...
Se eu quero ser um crítico, não posso parar de criticar...
Estive pensando sobre os Racionais MC. Cheguei a conclusão de que definitivamente não tenho uma opinião definitiva formada sobre eles.
Do ponto de vista artístico eu acho uma merda o rap. Um musiquinha de negro enquanto minoria americana que fica falando da pobreza deles, dos problemas com a polícia, da mulher que é uma vadia e uma porrada de coisa dentro da realidade de uma minoria num país desenvolvido, ou seja, é m universo socialmente e geograficamente restrito. Os caras inventam formas de vestir que eu particularmente acho meio escrotas mas que são extremamente ligadas as questões sociais e geográficas e que sempre influenciaram a street wear mundial. A grande ironia é de que apesar da sua origem nos guetos negros, quem faz muito dinheiro com o rap, sem dúvida, são as grandes gravadoras que conseguem comercializar o rap nos EUA e pra uma porrada de lugar ao redor do mundo.
Mas o que realmente me dá agonia no rap é aquela gritaria que vc não entende o que o cara está querendo dizer, ou aquela pronúncia que transforma a lingua em algo muito próximo a grunhidos primatas. Em resumo, eu não compraria um CD do melhor rapper americano pq eu acho uma merda a musicalidade, não tenho afinidade cultural com o dito cujo e não vou comprar algo só pq está me sendo empurrado que aquilo é bom.
No mais, eu acho que o rap não faça sentido no Brasil. Nós temos outras formas de expressão musical mais autênticas e não precisamos ficar importando formas de expressão cultural de ninguém. Nós temos outras formas de expressar nosso ritmo e nossas rimas de forma diferente do rap (acho que quem leu até aqui sabe que estou logicamente falando sobre o samba e derivados!!). Em resumo, foda-se o rap e viva o Bezerra da Silva.
Bem, essa era a minha opinião até que me deparei com o Racionais MC. Meu amigo tinha um CD de um selo meio alternativo com capa estranha ao qual ouvi depois de muita relutância. Minha surpresa foi q achei o som interessante e mais do que o som propriamente dito achei algumas letras geniais, Domingo no Parque é excepcional e Homem na Estrada é bem interessante, dentre outras. Porra, esse Mano Brown é um poeta, candidato a expoente da MPB. Depois os Racionais viraram moda e admito que acabei perdendo o contato.
Gosto de um CD do Racionais que eu tenho mas acho rap uma merda. Seria isso uma contradição?!? Tal contraditório também se aplica ao Racionais no meu ponto de vista...
Os caras fazem música de pobre para pobres extremamente vinculados a uma cultura americana escrota importada. Pela qualidade do trabalho dele, eles acabam caindo no gosto da crítica e chegam, de vento em popa, aos jovens de classes médias e altas que são os que efetivamente consomem no país comprando CDs e pagando 40 reais num show. O Mano Brown compra um carrão e dá uma geral na casa se assemelhando ao burguês que ele diversas vezes critica em suas músicas. Um viva para a indústria fonográfica que manteve sua performance financeira e um olhar torto para o Mano Brown, agora um cara burguês, que um dia cantou a pobreza.
Quais seriam as opções, ele distribuir todo o dinheiro que ele arrecada em benefício da sua comunidade e perder a chance de ter uma certa segurança financeira pra ele e sua família. A outra seria ele não aceitar se vender e boicotando Xuxa e Raul Gil da vida e se mantendo próximo as suas raízes para não se prostituir, o que faria com que ele ficasse sem o contratão da gravadora e estaria ele na pequena gravadora que não poderia divulgar seu trabalho. Outra opçào ainda, seria assumir que é burguês, comprar um apartamento de 3 quartos e um Golf e guardar o resto da grana, gravar uns discos meia boca e ficar vendo a barriga crescer sem stress de grana.
Na boa que é muito complicado, eu realmente não sei o que faria se eu fosse o cara...
Acho que existe um conflito meio autencidade x segurança, ou ainda discurso x prática. Definitivamente acho que seria mais uma idéia de discurso x prática, e convenhamos que discurso sem prática são palavras soltas ao vento, ou melhor, palavras gritadas como um rap que se perde nos ecos de um beco escuro...
quinta-feira, dezembro 12, 2002
Acabou meu cigarro e tá a maior chuva lá fora...
Fica a questão, vício ou preguiça. A resposta é fácil, a preguiça.
Não sou tão viciado assim e as vezes eu acho bom acabar o cigarro para chegar a conclusão de que não sou tão viciado assim. Já fiquei dias sem fumar pq estava sem tesão de fumar. As vezes também é interessante vc sair a noite e não beber para descobrir que não é alcoolatra (dependendo da noite ela fica meio sem graça mas é interessante ver as pessoas tentando buscar alguma autenticidade sob os efeitos do alcool).
Então recaímos em outra questão, vício ou gostar muito. Existem teorias médicas e psicologicas sobre as características do vício e os males dos diversos vícios. Sinceramente, tenho medo de ter vícios, ainda mais vícios químicos que estão relacionados diretamente ao meu corpo e que não posso controlar pois independem do que me resta de racionalidade.
Cheguei a conclusão de que tenho poucos vícios mas gosto muito de diversas coisas, algumas interessantes outras nem tanto, algumas fazem meio mal, outras só me fazem gastar dinheiro ou tempo.
Acho que essa distinção pode chegar a extremos!! Acho que o cara viciado em mulher fica maluco e vira um chato, mesmo que ele seja viciado em uma mulher específica, isso definitivamente não pode ser bom (vide ciúmes e merdas do gênero). Se o cara for viciado nele mesmo aí ele vira um puta narcisista insuportável. O vício tem relação com a compulsividade e o vício, por menor que seja, não consigo ver com bons olhos.
Gosto muito de diversas coisas.
Foi mal aí mas não vou pegar o guarda chuva pra comprar cigarro. Quando e se eu estiver a fim eu passo lá no boteco.
Boa chuva!!!
Fica a questão, vício ou preguiça. A resposta é fácil, a preguiça.
Não sou tão viciado assim e as vezes eu acho bom acabar o cigarro para chegar a conclusão de que não sou tão viciado assim. Já fiquei dias sem fumar pq estava sem tesão de fumar. As vezes também é interessante vc sair a noite e não beber para descobrir que não é alcoolatra (dependendo da noite ela fica meio sem graça mas é interessante ver as pessoas tentando buscar alguma autenticidade sob os efeitos do alcool).
Então recaímos em outra questão, vício ou gostar muito. Existem teorias médicas e psicologicas sobre as características do vício e os males dos diversos vícios. Sinceramente, tenho medo de ter vícios, ainda mais vícios químicos que estão relacionados diretamente ao meu corpo e que não posso controlar pois independem do que me resta de racionalidade.
Cheguei a conclusão de que tenho poucos vícios mas gosto muito de diversas coisas, algumas interessantes outras nem tanto, algumas fazem meio mal, outras só me fazem gastar dinheiro ou tempo.
Acho que essa distinção pode chegar a extremos!! Acho que o cara viciado em mulher fica maluco e vira um chato, mesmo que ele seja viciado em uma mulher específica, isso definitivamente não pode ser bom (vide ciúmes e merdas do gênero). Se o cara for viciado nele mesmo aí ele vira um puta narcisista insuportável. O vício tem relação com a compulsividade e o vício, por menor que seja, não consigo ver com bons olhos.
Gosto muito de diversas coisas.
Foi mal aí mas não vou pegar o guarda chuva pra comprar cigarro. Quando e se eu estiver a fim eu passo lá no boteco.
Boa chuva!!!
CÂNDIDO OU O OTIMISMO
Tive oportunidade de ler recentemente o livro Cândido ou o otimismo de Voltaire. O livro é rápido, divertido e bastante interessante. A moral da história vale o livro....
Voltaire tem o espírito de crítico do mundo, ele fala mal do que ele não gosta e do que ele não conhece de uma forma sutil e as vezes nem tão sutil assim. No mais, ele cria personagens um tanto quanto exóticos e consegue criar situações interessantes.
Acho curioso a capacidade de uma pessoa como Voltaire que conseguia fazer estudos profundos sobre o direito e ao mesmo tempo consegue escrever uma obra de ficção engraçada e light.
Tá aí um livro que merece ser lido, ainda mais pq ele foi editado em versão pocket pela LPM que custa só nove reais, ou seja, ao invés de ir ao cinema assistir um filme meia bomba vale mais a pena comprar o livro e ter diversão de qualidade garantida.
Minha crítica vai para o pessoal que não lê e diz que não lê porque é chato ou cansativo. Só gostaria de deixar claro que é preciso saber escolher, se a pessoa não tem costume de ler não adianta querer começar por Sartre pq ele é famoso, tem que começar com algo light como o livro mencionado acima e aos poucos ir partindo para outros livros bem escolhidos.
Tenho que criticar também aqueles que batem no peito com orgulho e dizem “eu não leio”, gostaria de dizer que esse tipo de pessoa perdeu alguns bons anos da vida indo a escola para nada, se queria ser um energúmeno poderia ter ficado em casa fazendo outras coisas e não ter que ficar penando na escola e na faculdade, se é para ser um boçal, pq ter trabalho tem tanto nada rolando lá fora e muito pouco a fazer....
quarta-feira, dezembro 04, 2002
... ainda estou empolgado.
Como sou um crítico do mundo tive que ir ver um meio que “concorrente”, o sujeito registrou “ocritico.blogspot.com”.
Lamentável, definitivamente não deveria ter visto aquilo. O site é pretensioso, quer falar mal da programação televisiva e dos EUA. O que poderia ser um bom começo acaba se tornando uma papagaiada de moleques que ficam repetindo um discursinho de esquerda superficial que nunca chega a lugar nenhum.
Começa o moleque falando que o Bush vai fazer e acontecer no Iraque, que vai acontecer aquilo e aquilo outro, que existe um poder paralelo no Brasil só que eles nunca conseguem chegar a lugar nenhum.
Prezados, palavras soltas ao vento sem objetivo continuam palavras soltas ao vento. Se quiserem doutrinar alguém ou transmitir alguma idéia tentem dar mais conteúdo e chegar a algum lugar. Com algum esforço vocês conseguem.
A minha crítica vai para esses “bloggeiros” que pegam títulos interessantes de bloggs e só escrevem baboseira escrota. A pretensão desses bloggs que mencionei também são de deixar qualquer um abismado. Por essas e outras, prefiro ficar com um blogg verde limão aviadado do que escrever coisas ridículas como aquelas.
Como sou um crítico do mundo tive que ir ver um meio que “concorrente”, o sujeito registrou “ocritico.blogspot.com”.
Lamentável, definitivamente não deveria ter visto aquilo. O site é pretensioso, quer falar mal da programação televisiva e dos EUA. O que poderia ser um bom começo acaba se tornando uma papagaiada de moleques que ficam repetindo um discursinho de esquerda superficial que nunca chega a lugar nenhum.
Começa o moleque falando que o Bush vai fazer e acontecer no Iraque, que vai acontecer aquilo e aquilo outro, que existe um poder paralelo no Brasil só que eles nunca conseguem chegar a lugar nenhum.
Prezados, palavras soltas ao vento sem objetivo continuam palavras soltas ao vento. Se quiserem doutrinar alguém ou transmitir alguma idéia tentem dar mais conteúdo e chegar a algum lugar. Com algum esforço vocês conseguem.
A minha crítica vai para esses “bloggeiros” que pegam títulos interessantes de bloggs e só escrevem baboseira escrota. A pretensão desses bloggs que mencionei também são de deixar qualquer um abismado. Por essas e outras, prefiro ficar com um blogg verde limão aviadado do que escrever coisas ridículas como aquelas.
Como hoje é a minha estréia, estou empolgado.
Fui tentar registrar o blog critico.blogspot.com. Para minha surpresa vi que o nome já havia sido registrado. Fui visitar o blog do sujeito. O dito “Crítico Blog” é uma merda. O moleque - aquilo é coisa de moleque, se tiver mais de 14 anos é de moleque retardado dos que consegue mexer no computador - não fala coisa com coisa, fica escrevendo as abobrinhas mais ridículas e superficiais do mundo, não consegue escrever duas frases sem algum erro de português.
Esse moleque tinha que sair da frente da televisão e ver se consegue ter alguma opinião interessante. Ao invés de ficar zanzando pela internet deveria ver o mundo lá fora e falar sobre algo mais pertinente do que o acidente do Rick e Rener (que merda é Rick e Rener???) ou do Criança Esperança.
O que eu não acreditei foi quando eu cliquei nos “recomendados” do moleque. Inacreditável!! O moleque bota um monte de link de guias de restaurante escroto. Moleque, vai ver o mundo lá fora, faça alguma coisa decente e depois critique.
Fui tentar registrar o blog critico.blogspot.com. Para minha surpresa vi que o nome já havia sido registrado. Fui visitar o blog do sujeito. O dito “Crítico Blog” é uma merda. O moleque - aquilo é coisa de moleque, se tiver mais de 14 anos é de moleque retardado dos que consegue mexer no computador - não fala coisa com coisa, fica escrevendo as abobrinhas mais ridículas e superficiais do mundo, não consegue escrever duas frases sem algum erro de português.
Esse moleque tinha que sair da frente da televisão e ver se consegue ter alguma opinião interessante. Ao invés de ficar zanzando pela internet deveria ver o mundo lá fora e falar sobre algo mais pertinente do que o acidente do Rick e Rener (que merda é Rick e Rener???) ou do Criança Esperança.
O que eu não acreditei foi quando eu cliquei nos “recomendados” do moleque. Inacreditável!! O moleque bota um monte de link de guias de restaurante escroto. Moleque, vai ver o mundo lá fora, faça alguma coisa decente e depois critique.
Uma vez nascido, o crítico tem que começar a criticar. Há muito a ser criticado, há muito a ser falado e tem que haver um começo.
Minha primeira crítica é para a funcionalidade do blog. Eu particularmente achei a parada uma merda, parece coisa feita pelo Sr. Bill Gates. O negócio não é funcional, as coisas são todas meio escrotas e não consigo ajeitar os meus settings simplesmente porque não consigo dar um save.
Dizem que até retardado consegue usar a porra do blog. Então estão querendo dizer que eu sou menos inteligente do que um retardado.
Que merda!!! Além de saber menos do que um retardado vou ter que aturar provisoriamente um verde escroto no meu template pré modelado por um finlandês abichalhado que gosta de verde limão.
A minha crítica vai para o Blogger, vejam se conseguem ajeitar essa ferramenta pq do jeito que tá só nerdzinho punheta tem como usar. Vamos ver se a coisa funciona....
Minha primeira crítica é para a funcionalidade do blog. Eu particularmente achei a parada uma merda, parece coisa feita pelo Sr. Bill Gates. O negócio não é funcional, as coisas são todas meio escrotas e não consigo ajeitar os meus settings simplesmente porque não consigo dar um save.
Dizem que até retardado consegue usar a porra do blog. Então estão querendo dizer que eu sou menos inteligente do que um retardado.
Que merda!!! Além de saber menos do que um retardado vou ter que aturar provisoriamente um verde escroto no meu template pré modelado por um finlandês abichalhado que gosta de verde limão.
A minha crítica vai para o Blogger, vejam se conseguem ajeitar essa ferramenta pq do jeito que tá só nerdzinho punheta tem como usar. Vamos ver se a coisa funciona....