FETRANSPOR
Bem, após alguns posts em que eu não estava muito lá pra crítico de coisa alguma, hoje, matinalmente, fui obrigado a assistir na televisão algumas coisas que dão a entender que ou eu sou um imbecil, ou me acham um imbecil, manipulável, que fica babando defronte uma televisão e que aceita todas as mentiras e meias-verdades.
Todos sabem que existem lobbys ou grupos de interesse que atuam nas mais diversas áreas, desde a econômica até a social e que tem interesse em aumentar seu poder, sendo que uma forma de aumentar o poder é através da representação política nos mais diversos níveis, quais sejam, federal, regional/estadual e municipal. No âmbito federal a coisa é complexa e existe uma enormidade de grupos com interesses diretos e indiretos, no âmbito regional e municipal já existe um grupo mais seleto cujos interesses são diretamente ligados aos governos estaduais e municipais, no caso do Rio de Janeiro, a Fetranspor – Federação das Empresas de Transporte do Rio de Janeiro, elege governos, manda e desmanda nas suas áreas de interesse e por aí vai.
Outro dia no Bom Dia Rio, me chamaram de imbecil, o superintendente da Fetranspor falando uns absurdos tais como que no transporte de ônibus intermunicipal cerca de 37% dos usuários são gratuidades, números que para qualquer leigo soam um tanto quanto inverossímeis, além de outros argumentos esquisitos, e repetindo que as gratuidades não são remuneradas as empresas o que é outra ladainha pois são pagas nas mais diversas formas como incluídas na planilha de cálculo da tarifa e dedução de impostos. De outro lado estava o secretário estadual de transporte com um papo populista de que é preciso dialogar, que o governo quer o bem de todos, e blá, blá, blá.
Antes disto, nos idos de 1988, o problema foi criado quando nossos ilustres constituintes que em diversos momentos jogaram para a galera flertando com o populismo inseriram na Constituição Federal a gratuidade para estudantes e idosos, outro absurdo porque não distingue entre pobres que realmente precisam da gratuidade e idosos de classe média alta que não precisam de gratuidade alguma.
Conclusão, o problema foi criado por uma presepada de 1988, uma falta de política séria no assunto, o poder violento de certas associações e vai acabar no moleque que mora lá em Deus-me-livre e que quando quiser ir para a escola na segunda-feira vai ser barrado na porta do ônibus. Quem está certo ou errado eu não sei, só sei que o dito moleque vai ficar sem ir pra aula. Sacanagem.
Dois caras sentados num banco de praça ficavam olhando as pessoas passando. Ficaram ali horas, analisando, criticando e discutindo sobre a vida. Lá pelas tantas um deles diz: Nós estamos aqui nos sentindo os críticos do mundo! O outro acreditou que ele realmente seria o crítico do mundo e criou esse blog. Bem-vindo!
segunda-feira, maio 31, 2004
quinta-feira, maio 27, 2004
SOLIDÃO
Nós nascemos sós, morremos sós, durante o sono estamos sozinhos mesmo que dormindo acompanhados. Na maior parte do tempo durante o dia estamos igualmente sozinhos, trabalhamos sozinhos com momentos de interação com outras pessoas, vamos para o trabalho sozinhos com ocasionais interações.
Nossos pensamentos são só nossos, para externalizá-los temos uma dificuldade enorme e na maioria das vezes ele não sai exatamente como pensamos. Certas pessoas que conseguem externalizar na forma escrita, musical, plástica, entre outras são chamados de artista, e o que distingue um artista de um bom artista e de um artista genial é a capacidade e a forma de expressão de alguma coisa. A forma de externar algo não necessariamente é a realidade.
Nós somos seres individuais que ainda por cima temos dificuldade de expor o que nós queremos dizer, apesar disto vivemos cercados de 5 bilhões de seres parecidos conosco em nossa nave mãe. Seres individualistas num ambiente coletivo.
A sensação estranha é quando nos sentimos sozinhos apesar de estarmos cercados de pessoas, procuramos referências, tentamos achar algo para fazer ou ler, a sensação de solidão cosmopolita que acontece nos mais diversos momentos. Tá aí, nasci sozinho, vou morrer sozinho, me divirto escrevendo este blog sozinho. One is the loneliest number...
Nós nascemos sós, morremos sós, durante o sono estamos sozinhos mesmo que dormindo acompanhados. Na maior parte do tempo durante o dia estamos igualmente sozinhos, trabalhamos sozinhos com momentos de interação com outras pessoas, vamos para o trabalho sozinhos com ocasionais interações.
Nossos pensamentos são só nossos, para externalizá-los temos uma dificuldade enorme e na maioria das vezes ele não sai exatamente como pensamos. Certas pessoas que conseguem externalizar na forma escrita, musical, plástica, entre outras são chamados de artista, e o que distingue um artista de um bom artista e de um artista genial é a capacidade e a forma de expressão de alguma coisa. A forma de externar algo não necessariamente é a realidade.
Nós somos seres individuais que ainda por cima temos dificuldade de expor o que nós queremos dizer, apesar disto vivemos cercados de 5 bilhões de seres parecidos conosco em nossa nave mãe. Seres individualistas num ambiente coletivo.
A sensação estranha é quando nos sentimos sozinhos apesar de estarmos cercados de pessoas, procuramos referências, tentamos achar algo para fazer ou ler, a sensação de solidão cosmopolita que acontece nos mais diversos momentos. Tá aí, nasci sozinho, vou morrer sozinho, me divirto escrevendo este blog sozinho. One is the loneliest number...
quarta-feira, maio 26, 2004
O TELEFONE NÃO TOCA
Acho que todo mundo já esteve numa situação de ficar encarando um telefone aguardando alguma forma de manifestação dele. Seja esperando o telefone tocar ou aguardando uma tremida ou um daqueles toques ridículos do celular. Seja esperando uma proposta de emprego ou aquela pessoa dos sonhos que ficou de ligar.
A coisa complica mais em situações nas quais não é possível simplesmente ligar para a pessoa, ou seja, não pegaria bem ficar ligando para a responsável de Recursos Humanos, assim como não dá pra ligar pra pessoa amada depois que deixou um recado feliz na secretária eletrônica.
Nas diversas relações o celular, que deveria ajudar nossa vida, se mostra como um senhor problema. Com o identificador de chamadas mesmo que ligue, toque e a pessoa não atenda, ela já sabe que você ligou. Tem alguns celulares que mesmo desligados mostram quem ligou. Aquela coisa de ficar ligando, ligando, ligando até a pessoa atender e depois mandar um “te liguei agora por um acaso” não funciona mais. Se deixar recado, então a coisa complica geral, deixar recado significa só ter uma bala na agulha que precisa se transformar num tiro certeiro. Pode não haver um segundo tiro.
Em contraponto ao silêncio do telefone, temos o chamado de outra pessoa, temos o telefonema de uma pessoa inconveniente que deixa o telefone ocupado, temos a irmã que não tem hora melhor para se pendurar numa ligação e até mesmo a internet com sua conexão discada, ou seja, o telefone toca ou está ocupado e não é pelo motivo que nós queremos. Argh!
A vida se torna um esperar, uma vida no silêncio aguardando o som, - tocou. Com licença, mas tenho que esperar tocar mais 3 vezes e atender despretensiosamente. Ela ligou.
Acho que todo mundo já esteve numa situação de ficar encarando um telefone aguardando alguma forma de manifestação dele. Seja esperando o telefone tocar ou aguardando uma tremida ou um daqueles toques ridículos do celular. Seja esperando uma proposta de emprego ou aquela pessoa dos sonhos que ficou de ligar.
A coisa complica mais em situações nas quais não é possível simplesmente ligar para a pessoa, ou seja, não pegaria bem ficar ligando para a responsável de Recursos Humanos, assim como não dá pra ligar pra pessoa amada depois que deixou um recado feliz na secretária eletrônica.
Nas diversas relações o celular, que deveria ajudar nossa vida, se mostra como um senhor problema. Com o identificador de chamadas mesmo que ligue, toque e a pessoa não atenda, ela já sabe que você ligou. Tem alguns celulares que mesmo desligados mostram quem ligou. Aquela coisa de ficar ligando, ligando, ligando até a pessoa atender e depois mandar um “te liguei agora por um acaso” não funciona mais. Se deixar recado, então a coisa complica geral, deixar recado significa só ter uma bala na agulha que precisa se transformar num tiro certeiro. Pode não haver um segundo tiro.
Em contraponto ao silêncio do telefone, temos o chamado de outra pessoa, temos o telefonema de uma pessoa inconveniente que deixa o telefone ocupado, temos a irmã que não tem hora melhor para se pendurar numa ligação e até mesmo a internet com sua conexão discada, ou seja, o telefone toca ou está ocupado e não é pelo motivo que nós queremos. Argh!
A vida se torna um esperar, uma vida no silêncio aguardando o som, - tocou. Com licença, mas tenho que esperar tocar mais 3 vezes e atender despretensiosamente. Ela ligou.
terça-feira, maio 25, 2004
INFORMÁTICA X MULHERES
Tenho um problema sério em entender as mulheres, assim como eu não consigo entender a informática.
Na informática acabei de ter um problema num trabalho, de repente a rede ou algo do gênero foi por água a abaixo e o programa fechou, travou tudo e rodei. As informações que inseri foram parar num dos espaços virtuais do mundo telemático e talvez em breve reapareçam pra mim.
Em relação as mulheres, tenho o mesmo problema. Faço coisas que vira e mexe não funcionam, digo coisas erradas que elas aceitam bem, faço coisas certas que elas vêem de forma repreensiva, pulo num pé só, dou estrelas e cambalhotas, uso nariz de palhaço e tudo mais. Minha relação com as mulheres sempre foi baseada num sobe e desce e nunca consegui um nível razoável de estabilidade num relacionamento. Parece que os momentos de paz eram tão somente uma prévia de um momento de crise e os momentos de crise eram o relacionamento propriamente dito.
Minha relação com a informática é igualmente tensa, eu não a entendo, eu não sei onde errei, eu não sei se me expresso direito, não sei onde ela quer chegar. Definitivamente, agora entendo porque informática está no feminino, acho que computador, software, programas, hardware também deveriam estar.
Aquela tela azul do Control+Alt+Del é a sensação que eu tenho quando a mulher diz “acho que nós temos um problema”. Na informática eu nunca usei o manual, no caso das mulheres eu, definitivamente, perdi o manual e está complicado de me guiar instintivamente, ainda mais no meio dessa neblina.
Tenho um problema sério em entender as mulheres, assim como eu não consigo entender a informática.
Na informática acabei de ter um problema num trabalho, de repente a rede ou algo do gênero foi por água a abaixo e o programa fechou, travou tudo e rodei. As informações que inseri foram parar num dos espaços virtuais do mundo telemático e talvez em breve reapareçam pra mim.
Em relação as mulheres, tenho o mesmo problema. Faço coisas que vira e mexe não funcionam, digo coisas erradas que elas aceitam bem, faço coisas certas que elas vêem de forma repreensiva, pulo num pé só, dou estrelas e cambalhotas, uso nariz de palhaço e tudo mais. Minha relação com as mulheres sempre foi baseada num sobe e desce e nunca consegui um nível razoável de estabilidade num relacionamento. Parece que os momentos de paz eram tão somente uma prévia de um momento de crise e os momentos de crise eram o relacionamento propriamente dito.
Minha relação com a informática é igualmente tensa, eu não a entendo, eu não sei onde errei, eu não sei se me expresso direito, não sei onde ela quer chegar. Definitivamente, agora entendo porque informática está no feminino, acho que computador, software, programas, hardware também deveriam estar.
Aquela tela azul do Control+Alt+Del é a sensação que eu tenho quando a mulher diz “acho que nós temos um problema”. Na informática eu nunca usei o manual, no caso das mulheres eu, definitivamente, perdi o manual e está complicado de me guiar instintivamente, ainda mais no meio dessa neblina.
segunda-feira, maio 24, 2004
FLORIPA
Estive em Florianópolis nesse final de semana, já tinha ido a Santa Catarina mas nunca a sua afamada capital insular com 42 praias.
Sempre que vou ao Sul eu tenho uma sensação de estar num lugar provinciano que possui um alto nível de qualidade de vida e educação. Provinciano com aquele esquema de aeroporto que parece rodoviária, pessoas trajadas num esquema interioranas ou excessivamente pretensiosas, aquela adoração de ícones norte-americanos como a Estátua da Liberdade e um falar jeca observado no sotaque e uso do português que ressaltam a vida da província.
Por outro lado, há uma qualidade de vida sultanesca se comparada a média brasileira. Ruas limpas, ônibus idem, custo de vida mediano, expansão imobiliária que permite qualidade de moradia por preços razoáveis e assim por diante. Um estado que tem um interior forte e que cresce na agricultura e na indústria, carregando junto a área de serviços.
Tenho minhas ressalvas, gosto da vida cosmopolita, gosto da idéia de ser anônimo e poder caminhar sem rumo sem ser rotulado de maluco. Gosto de saber que estou no coração da vida cultural e intelectual do meu país, no qual existem redutos de coisas diferentes que podem ser feitas. O ônus é a paranóia gerada pela violência, o caos urbano e altos custos de vida.
Não sei qual vai ser o meu destino, sei que vai ser difícil escolher. De qualquer jeito, isso ainda é problema para um futuro distante. Até lá, vou curtindo a Lama ao Caos Carioca.
Estive em Florianópolis nesse final de semana, já tinha ido a Santa Catarina mas nunca a sua afamada capital insular com 42 praias.
Sempre que vou ao Sul eu tenho uma sensação de estar num lugar provinciano que possui um alto nível de qualidade de vida e educação. Provinciano com aquele esquema de aeroporto que parece rodoviária, pessoas trajadas num esquema interioranas ou excessivamente pretensiosas, aquela adoração de ícones norte-americanos como a Estátua da Liberdade e um falar jeca observado no sotaque e uso do português que ressaltam a vida da província.
Por outro lado, há uma qualidade de vida sultanesca se comparada a média brasileira. Ruas limpas, ônibus idem, custo de vida mediano, expansão imobiliária que permite qualidade de moradia por preços razoáveis e assim por diante. Um estado que tem um interior forte e que cresce na agricultura e na indústria, carregando junto a área de serviços.
Tenho minhas ressalvas, gosto da vida cosmopolita, gosto da idéia de ser anônimo e poder caminhar sem rumo sem ser rotulado de maluco. Gosto de saber que estou no coração da vida cultural e intelectual do meu país, no qual existem redutos de coisas diferentes que podem ser feitas. O ônus é a paranóia gerada pela violência, o caos urbano e altos custos de vida.
Não sei qual vai ser o meu destino, sei que vai ser difícil escolher. De qualquer jeito, isso ainda é problema para um futuro distante. Até lá, vou curtindo a Lama ao Caos Carioca.
quarta-feira, maio 19, 2004
NA COVA DOS LEÕES
Tem gente que acha que “Daniel na Cova dos Leões” do Legião Urbana é uma música gay. Mesmo sendo gay, eu sempre gostei da letra. Sempre achei que o Renato Russo era um mestre em falar sobre um amor em relação a uma terceira pessoa, fosse homem ou mulher, e de uma forma que as mais diversas idades e preferências sexuais conseguem sentir o amor que ele quis expressar. Eu tenho uma forma minha de reler esta música.
A primeira parte, que fala do gosto amargo e que este depois se tornou doce, pra mim tem uma força indescritível. O gosto amargo do sexo depois de um tempo se torna uma doce lembrança, os problemas que induziram um fim são esquecidos e ficam somente as doces lembranças dos momentos felizes, os stresses, a falta de dinheiro, a sogra, as inseguranças são esquecidas e ficam somente as lembranças doces.
Tem aquela parte em que ele fala do cheiro. Não existe nada como sentir o cheiro da pessoa amada no seu corpo, na sua roupa, no seu travesseiro no dia seguinte. Um cheiro forte e lento.
Duas estrofes que me chamam a atenção mas que não chegam necessariamente a me tocar são: “Mas tão certo quanto o erro de ser barco a motor; e insistir em usar os remos”, e “E o salva-vidas não está lá porque não vemos”, a primeira é interessante pela idéia dos remos ao invés do motor e a segunda por aquela idéia filosófica de que algo que não é visto por ninguém não necessariamente existe.
Eu queria fazer um post mais sobre sentimentos do que descrevendo uma música. Não consegui. Outro dia eu tento novamente, mesmo que a corrente não tenha direção.
Abaixo segue a letra para referência:
“Daniel na Cova dos Leões
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo:
De amargo então o salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco
Faço nosso o teu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção
Mas tão certo quanto o erro de ser barco a motor
E insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz, quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos”
Tem gente que acha que “Daniel na Cova dos Leões” do Legião Urbana é uma música gay. Mesmo sendo gay, eu sempre gostei da letra. Sempre achei que o Renato Russo era um mestre em falar sobre um amor em relação a uma terceira pessoa, fosse homem ou mulher, e de uma forma que as mais diversas idades e preferências sexuais conseguem sentir o amor que ele quis expressar. Eu tenho uma forma minha de reler esta música.
A primeira parte, que fala do gosto amargo e que este depois se tornou doce, pra mim tem uma força indescritível. O gosto amargo do sexo depois de um tempo se torna uma doce lembrança, os problemas que induziram um fim são esquecidos e ficam somente as doces lembranças dos momentos felizes, os stresses, a falta de dinheiro, a sogra, as inseguranças são esquecidas e ficam somente as lembranças doces.
Tem aquela parte em que ele fala do cheiro. Não existe nada como sentir o cheiro da pessoa amada no seu corpo, na sua roupa, no seu travesseiro no dia seguinte. Um cheiro forte e lento.
Duas estrofes que me chamam a atenção mas que não chegam necessariamente a me tocar são: “Mas tão certo quanto o erro de ser barco a motor; e insistir em usar os remos”, e “E o salva-vidas não está lá porque não vemos”, a primeira é interessante pela idéia dos remos ao invés do motor e a segunda por aquela idéia filosófica de que algo que não é visto por ninguém não necessariamente existe.
Eu queria fazer um post mais sobre sentimentos do que descrevendo uma música. Não consegui. Outro dia eu tento novamente, mesmo que a corrente não tenha direção.
Abaixo segue a letra para referência:
“Daniel na Cova dos Leões
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo:
De amargo então o salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco
Faço nosso o teu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção
Mas tão certo quanto o erro de ser barco a motor
E insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz, quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos”
terça-feira, maio 18, 2004
ALUGAR OU COMPRAR
Tenho um amigo que outro dia soltou a seguinte metáfora sobre a relação atual dele com as mulheres: “Pô, eu estou querendo comprar um apartamento mas no mercado só estão querendo alugar”. O “comprar” seria ter uma relação séria com alguma perspectiva e o “aluguel” seria um caso, um affair, uma ficada, um tchaca tchaca na butchaca, uma relação Sex in the City e demais sinônimos.
Diferente do que pode ser imaginado, esse meu amigo é gente boa e boa pinta e tem como único defeito ser meio duro o que não chega a ser um problema desde que ele arranje uma mulher dura. Algumas amigas minhas consideram o cara um doce, provavelmente porque ele é muito dócil. Enfim, um cara dócil, pintoso e que não é gay. Algo raro no mercado.
Quebra-se um paradigma, a mulher quebra o tabu da necessidade de relacionamento estável e passa a atuar no “mercado” como um homem. Aí deu merda! Para se ter uma relação séria não basta achar uma mulher, tem que achar uma que ainda esteja disposta a vender, ao invés de uma que só queira alugar.
Meu lado cético diz que é impossível uma relação estável, longa e duradoura com uma mulher, a relação monogâmica seria comparada a um submarino – que apesar de boiar é feito para afundar. Meu lado romântico e idílico, por outro lado, acha que é possível encontrar senão uma alma gêmea, pelo menos uma pessoa interessante e companheira com a qual se possa compartilhar um projeto de vida e ser feliz até que a morte nos separe, seria possível o amor vencer.
Mais uma vez não chego a uma conclusão, mas parece que o meu lado cético está mostrando as caras mais nitidamente. Enquanto não dá pra comprar, sigo alugando pela vida.
Tenho um amigo que outro dia soltou a seguinte metáfora sobre a relação atual dele com as mulheres: “Pô, eu estou querendo comprar um apartamento mas no mercado só estão querendo alugar”. O “comprar” seria ter uma relação séria com alguma perspectiva e o “aluguel” seria um caso, um affair, uma ficada, um tchaca tchaca na butchaca, uma relação Sex in the City e demais sinônimos.
Diferente do que pode ser imaginado, esse meu amigo é gente boa e boa pinta e tem como único defeito ser meio duro o que não chega a ser um problema desde que ele arranje uma mulher dura. Algumas amigas minhas consideram o cara um doce, provavelmente porque ele é muito dócil. Enfim, um cara dócil, pintoso e que não é gay. Algo raro no mercado.
Quebra-se um paradigma, a mulher quebra o tabu da necessidade de relacionamento estável e passa a atuar no “mercado” como um homem. Aí deu merda! Para se ter uma relação séria não basta achar uma mulher, tem que achar uma que ainda esteja disposta a vender, ao invés de uma que só queira alugar.
Meu lado cético diz que é impossível uma relação estável, longa e duradoura com uma mulher, a relação monogâmica seria comparada a um submarino – que apesar de boiar é feito para afundar. Meu lado romântico e idílico, por outro lado, acha que é possível encontrar senão uma alma gêmea, pelo menos uma pessoa interessante e companheira com a qual se possa compartilhar um projeto de vida e ser feliz até que a morte nos separe, seria possível o amor vencer.
Mais uma vez não chego a uma conclusão, mas parece que o meu lado cético está mostrando as caras mais nitidamente. Enquanto não dá pra comprar, sigo alugando pela vida.
O BICHO TÁ PEGANDO
O couro está comendo. Lá vai um homem-bomba na Palestina, mísseis são disparados de helicópteros israelenses, exército dando as caras no Rio pra fazer alguma coisa que nem ele sabe explicar, polícia aperta o tráfico de drogas e a bandidagem desce pro asfalto pra tentar ganhar os seus 200 reais de cada dia, no Iraque os salvadores da pátria foram pegos com um monte de prisioneiros pelados, se no Iraque está assim imagina o que não rola em Guantanamo com os prisioneiros para os quais due process é um sonho distante de ser julgado por um júri revanchista norte-americano.
O nosso ilustre Lula perdido e ainda procurando o timão pra conseguir dar um rumo ao país. Nosso congresso tão corrupto e palhaço que seria cômico se não fosse trágico. Rosinha e seus comparsas felizes aprontando mil e uma no Rio e mais uma vez deixando a população na mão nas mais diversas áreas. César Maia com a perspectiva de sua re-eleição graças ao Pan 2007 fica fazendo suas peripécias e mandando um bando de moleque vestido na cor laranja (mini-garis?!) pra escola que tem um computador em cada sala de aula mas não tem professor bem remunerado e muito menos biblioteca pública decente pro povão poder freqüentar, às vezes acho que nossas escolas querem formar navegadores de internet ao invés de alunos.
Tudo isso rolando lá fora e eu aqui sentado, fazendo meu trabalho, escrevendo post sobre homens x mulheres, mulheres x homens, e meu pensamento vai se perdendo nas abobrinhas. A futilidade é relaxante.
O couro está comendo. Lá vai um homem-bomba na Palestina, mísseis são disparados de helicópteros israelenses, exército dando as caras no Rio pra fazer alguma coisa que nem ele sabe explicar, polícia aperta o tráfico de drogas e a bandidagem desce pro asfalto pra tentar ganhar os seus 200 reais de cada dia, no Iraque os salvadores da pátria foram pegos com um monte de prisioneiros pelados, se no Iraque está assim imagina o que não rola em Guantanamo com os prisioneiros para os quais due process é um sonho distante de ser julgado por um júri revanchista norte-americano.
O nosso ilustre Lula perdido e ainda procurando o timão pra conseguir dar um rumo ao país. Nosso congresso tão corrupto e palhaço que seria cômico se não fosse trágico. Rosinha e seus comparsas felizes aprontando mil e uma no Rio e mais uma vez deixando a população na mão nas mais diversas áreas. César Maia com a perspectiva de sua re-eleição graças ao Pan 2007 fica fazendo suas peripécias e mandando um bando de moleque vestido na cor laranja (mini-garis?!) pra escola que tem um computador em cada sala de aula mas não tem professor bem remunerado e muito menos biblioteca pública decente pro povão poder freqüentar, às vezes acho que nossas escolas querem formar navegadores de internet ao invés de alunos.
Tudo isso rolando lá fora e eu aqui sentado, fazendo meu trabalho, escrevendo post sobre homens x mulheres, mulheres x homens, e meu pensamento vai se perdendo nas abobrinhas. A futilidade é relaxante.
sexta-feira, maio 14, 2004
OSAMA
Não, este não é mais um dos posts sobre o Osama Bin Laden - com certeza meu blog agora vai fazer parte dos blogs monitorados pela CIA uma vez que está numa língua estranha – todas as línguas são estranhas para os americanos – e fez menção a Osama Bin Laden, o terrorista mais querido da Interpol, sendo que querido relacionado ao verbo querer e não como pronome de tratamento ou adjetivo. Pelo menos o número de acessos do blog deve aumentar...
Bem, o Osama do título se refere ao filme afegão que mostra a situação de uma menina que para obter alguma graninha pra família tem que se disfarçar de menino, e tudo isso em meio a um Afeganistão invariavelmente detonado e ainda por cima com os talibãs no poder.
Achei o filme bonito apesar do drama tenso. Foi feito um comentário, com o qual concordo, no sentido de que o filme refletia tudo aquilo que nós ouvíamos falar e ao ver tudo e ainda com imagens dá uma noção mais crua da dramática realidade em que vivia o povo naquele, para nós, distante confim da Ásia.
Gostei do filme, seu tom quase de documentário e acima de tudo um filme humano. Humano nas mais diversas acepções da palavra.
Não, este não é mais um dos posts sobre o Osama Bin Laden - com certeza meu blog agora vai fazer parte dos blogs monitorados pela CIA uma vez que está numa língua estranha – todas as línguas são estranhas para os americanos – e fez menção a Osama Bin Laden, o terrorista mais querido da Interpol, sendo que querido relacionado ao verbo querer e não como pronome de tratamento ou adjetivo. Pelo menos o número de acessos do blog deve aumentar...
Bem, o Osama do título se refere ao filme afegão que mostra a situação de uma menina que para obter alguma graninha pra família tem que se disfarçar de menino, e tudo isso em meio a um Afeganistão invariavelmente detonado e ainda por cima com os talibãs no poder.
Achei o filme bonito apesar do drama tenso. Foi feito um comentário, com o qual concordo, no sentido de que o filme refletia tudo aquilo que nós ouvíamos falar e ao ver tudo e ainda com imagens dá uma noção mais crua da dramática realidade em que vivia o povo naquele, para nós, distante confim da Ásia.
Gostei do filme, seu tom quase de documentário e acima de tudo um filme humano. Humano nas mais diversas acepções da palavra.
quarta-feira, maio 12, 2004
MAS EU ME MORDO DE CURIOSIDADE
Anteriormente, eu falei que não era ciumento. Bem, eu não sou ciumento assim, mas tenho uma pontinha de ciúmes que bate nos mais diversos momentos. Acho que o meu problema mesmo é a curiosidade.
Que agonia! Sou curioso até dizer chega, é só alguém estar fazendo alguma coisa meio em segredo ou algo sobre o qual eu não consiga descobrir do que se trata que fico obsessivamente curioso até conseguir descobrir do que se trata.
Quando junta a pontinha de ciúmes com a elefantesca curiosidade, cria-se praticamente uma bomba, uma bomba que fica presa ao meu corpo de palestino do Hamas e prestes a ser detonada quando eu chegue no posto de controle da fronteira.
Será que isso é perceptível externamente? Será que vou conseguir dormir? Quais são os sintomas? Quais são os efeitos à longo prazo? Será que vou sobreviver? Estou com medo de ouvir um kaboom....
Anteriormente, eu falei que não era ciumento. Bem, eu não sou ciumento assim, mas tenho uma pontinha de ciúmes que bate nos mais diversos momentos. Acho que o meu problema mesmo é a curiosidade.
Que agonia! Sou curioso até dizer chega, é só alguém estar fazendo alguma coisa meio em segredo ou algo sobre o qual eu não consiga descobrir do que se trata que fico obsessivamente curioso até conseguir descobrir do que se trata.
Quando junta a pontinha de ciúmes com a elefantesca curiosidade, cria-se praticamente uma bomba, uma bomba que fica presa ao meu corpo de palestino do Hamas e prestes a ser detonada quando eu chegue no posto de controle da fronteira.
Será que isso é perceptível externamente? Será que vou conseguir dormir? Quais são os sintomas? Quais são os efeitos à longo prazo? Será que vou sobreviver? Estou com medo de ouvir um kaboom....
ALGUÉM TEM QUE CEDER
Não, não vou falar sobre o filme, até porque eu não assisti. Achei o título muito bom, a idéia de em uma relação alguém ter que ceder é muito bem sacada. A relação, a principio, deve ser amorosa tendo em vista que numa relação hierárquica, o que ocupa posto mais alto pode vir a impor algo, se alguém tem que ceder é o cara mais embaixo na escala, se todos tiverem um mesmo nível, vai rolar voto e haverá a possibilidade da maioria decidir algo e a minoria ter que aceitar.
Na relação amorosa não tem essa, são duas pessoas em pé de igualdade e na qual não existe uma possibilidade de voto de Minerva. Figuras dicotômicas como um homem e uma mulher passam a ter que chegar a um acordo para a coisa toda não desandar e terminar, o que é mais fácil e conveniente do que tentar chegar a algum acordo.
Numa relação entre iguais, a solução para posições divergentes é alguém ceder. O primeiro momento em que alguém tem que ceder e já no dia seguinte a primeira ficada em que alguém tem que pegar o telefone e ligar para o outro, o que vai rolar depois não se sabe mas alguém já teve que ceder.
O problema surge nas situações em que cada um acha que tem a razão o que é a base da discórdia. Depois da queda de braço, gritaria, exercício de retórica, cara de mau, alguém acaba cedendo. Acho que todo mundo um dia já cedeu e compareceu ao aniversário do cunhado mala, da amiga de infância da consorte com cara de puta velha que enche o saco, do pessoal da faculdade almofadinha, daquela festa de criança caída, casamento pentelho e isso só pra falar de situações mais tranqüilas. Definitivamente, alguém tem que ceder.
Não, não vou falar sobre o filme, até porque eu não assisti. Achei o título muito bom, a idéia de em uma relação alguém ter que ceder é muito bem sacada. A relação, a principio, deve ser amorosa tendo em vista que numa relação hierárquica, o que ocupa posto mais alto pode vir a impor algo, se alguém tem que ceder é o cara mais embaixo na escala, se todos tiverem um mesmo nível, vai rolar voto e haverá a possibilidade da maioria decidir algo e a minoria ter que aceitar.
Na relação amorosa não tem essa, são duas pessoas em pé de igualdade e na qual não existe uma possibilidade de voto de Minerva. Figuras dicotômicas como um homem e uma mulher passam a ter que chegar a um acordo para a coisa toda não desandar e terminar, o que é mais fácil e conveniente do que tentar chegar a algum acordo.
Numa relação entre iguais, a solução para posições divergentes é alguém ceder. O primeiro momento em que alguém tem que ceder e já no dia seguinte a primeira ficada em que alguém tem que pegar o telefone e ligar para o outro, o que vai rolar depois não se sabe mas alguém já teve que ceder.
O problema surge nas situações em que cada um acha que tem a razão o que é a base da discórdia. Depois da queda de braço, gritaria, exercício de retórica, cara de mau, alguém acaba cedendo. Acho que todo mundo um dia já cedeu e compareceu ao aniversário do cunhado mala, da amiga de infância da consorte com cara de puta velha que enche o saco, do pessoal da faculdade almofadinha, daquela festa de criança caída, casamento pentelho e isso só pra falar de situações mais tranqüilas. Definitivamente, alguém tem que ceder.
terça-feira, maio 11, 2004
DIÁRIO DE MOTOCICLETA
Fui completamente no escuro, sem ler qualquer crítica, assistir o Diário de Motocicleta, o filme que conta a história de uma viagem do personagem Ernesto Guevara pela América Latina antes que ele fosse o Che Guevara. O novo filme da grife Walter Salles, digo grife, não numa conotação negativa, mas relacionada ao padrão de qualidade dos filmes do Walter Salles e sua produtora.
Achei a fotografia do filme muito inspiradora, o roteiro também é muito bacana com piadinhas pops e sensibilidade cada qual em seu momento, as diversas atuações são boas. A direção ajudou o filme no sentido de torná-lo um efetivo road movie, um estilo de filme que é mais difícil de fazer do que parece.
Em relação ao Ernesto Guevara, achei o personagem muito legal. No filme ele é humano, imaturo, diferente do mito que até os dias de hoje é representado em bandeiras e camisetas e associado diretamente a idéia de liberdade, luta e socialismo. Tem-se a sensação de que na mistura de sentimentos da viagem o pós-adolescente de torna um homem, um homem que vive diversas experiências e que tem sede de conhecer mais e ao mesmo tempo um carisma natural, enfim, o filme fala sobre amadurecimento e vida.
Como contraponto a vida, existem as dificuldades, a maior das quais no meu ponto de vista é a asma. Realmente, não imagino como era o tratamento da asma em 1950 e imagino que durante uma viagem por partes rústicas da América Latina ter asma realmente não era um grande negócio. Apesar das dificuldades, Ernesto sacudia a poeira e dava a volta por cima, em alguns momentos, literalmente.
O filme fala sobre amadurecimento, dificuldade, solidariedade, conhecimento, curiosidade, latinidade, satisfação, busca, enfim, fala sobre vida. Muitos filmes falam sobre isso, mas em Diário de Motocicleta isso é feito de uma forma diferente, e excepcional. Filme que dá vontade de viver.
Fui completamente no escuro, sem ler qualquer crítica, assistir o Diário de Motocicleta, o filme que conta a história de uma viagem do personagem Ernesto Guevara pela América Latina antes que ele fosse o Che Guevara. O novo filme da grife Walter Salles, digo grife, não numa conotação negativa, mas relacionada ao padrão de qualidade dos filmes do Walter Salles e sua produtora.
Achei a fotografia do filme muito inspiradora, o roteiro também é muito bacana com piadinhas pops e sensibilidade cada qual em seu momento, as diversas atuações são boas. A direção ajudou o filme no sentido de torná-lo um efetivo road movie, um estilo de filme que é mais difícil de fazer do que parece.
Em relação ao Ernesto Guevara, achei o personagem muito legal. No filme ele é humano, imaturo, diferente do mito que até os dias de hoje é representado em bandeiras e camisetas e associado diretamente a idéia de liberdade, luta e socialismo. Tem-se a sensação de que na mistura de sentimentos da viagem o pós-adolescente de torna um homem, um homem que vive diversas experiências e que tem sede de conhecer mais e ao mesmo tempo um carisma natural, enfim, o filme fala sobre amadurecimento e vida.
Como contraponto a vida, existem as dificuldades, a maior das quais no meu ponto de vista é a asma. Realmente, não imagino como era o tratamento da asma em 1950 e imagino que durante uma viagem por partes rústicas da América Latina ter asma realmente não era um grande negócio. Apesar das dificuldades, Ernesto sacudia a poeira e dava a volta por cima, em alguns momentos, literalmente.
O filme fala sobre amadurecimento, dificuldade, solidariedade, conhecimento, curiosidade, latinidade, satisfação, busca, enfim, fala sobre vida. Muitos filmes falam sobre isso, mas em Diário de Motocicleta isso é feito de uma forma diferente, e excepcional. Filme que dá vontade de viver.
sexta-feira, maio 07, 2004
MULHERES X HOMENS - REVELAÇÕES
Dentre as mulheres que eu namorei, teve uma situação irônica. Ela era meio perdida na vida, não sabia ao certo onde estava e para onde iria e muito menos onde gostaria de chegar. Ela estava perdida procurando um caminho. Na época, eu estava meio perdido também, não sabia qual seria o meu destino e meus planos se restringiam ao curto prazo, plantando muito mas não colhendo nada. O fato de ela estar perdida me atraiu nela, assim como a idéia de que poderíamos encontrar um caminho juntos. Um dia nós terminamos, ela argumentou que não me admirava porque eu não tinha objetivos na vida, era muito perdido.
Hoje em dia, eu trabalho fazendo o bem, ganho mais do que ela, trabalho menos que ela e tenho um chefe mais maneiro do que o dela. Tenho planos de curto, médio e longo prazo e meus objetivos têm sido alcançados.
Não, isso não é revanche. Isso é um desabafo. Aquela pentelha me levou valiosos meses de vida. Duvido que ela devolva.
Dentre as mulheres que eu namorei, teve uma situação irônica. Ela era meio perdida na vida, não sabia ao certo onde estava e para onde iria e muito menos onde gostaria de chegar. Ela estava perdida procurando um caminho. Na época, eu estava meio perdido também, não sabia qual seria o meu destino e meus planos se restringiam ao curto prazo, plantando muito mas não colhendo nada. O fato de ela estar perdida me atraiu nela, assim como a idéia de que poderíamos encontrar um caminho juntos. Um dia nós terminamos, ela argumentou que não me admirava porque eu não tinha objetivos na vida, era muito perdido.
Hoje em dia, eu trabalho fazendo o bem, ganho mais do que ela, trabalho menos que ela e tenho um chefe mais maneiro do que o dela. Tenho planos de curto, médio e longo prazo e meus objetivos têm sido alcançados.
Não, isso não é revanche. Isso é um desabafo. Aquela pentelha me levou valiosos meses de vida. Duvido que ela devolva.
quinta-feira, maio 06, 2004
MULHERES X HOMENS
Clichê número 37 da página 12 do manual masculino – “Eu não entendo as mulheres”.
Quando converso com uma mulher começo a descobrir um pouco do mundo bizarro em que elas se escondem nas mais variadas madeixas. Elas não sabem o que querem, pior, quando parece que sabem é porque aí não sabem mesmo. Ficam naquela coisa de “você escolhe o lugar, mas eu tenho poder de veto”. Só o poder de veto! Tem certeza que você não deseja mais alguma coisa.
Acho que o problema das mulheres são os hormônios. É tanto hormônio tentando se equilibrar que logicamente a coisa tende a desandar. Qualquer desequilíbrio é uma choradeira daqui, um tapa na cara de lá, um segure-se quem puder.
Se a mulher fosse menos “hormônica”, talvez fosse mais previsível. O romance ficaria mais fácil, haveria mais crianças no mundo e menos viado. Tenho a teoria de que muitos se tornam gays não porque não gostem de mulher, mas porque se cansaram de tentar entendê-las e acabam optando por seres do próprio sexo mais compreensíveis e razoáveis, ironicamente o homossexualismo feminino é mais raro e é um arranca rabo só.
Comecei falando sobre mulheres e acabei falando sobre viado. Vamos ver se consigo melhorar no próximo post.
Clichê número 37 da página 12 do manual masculino – “Eu não entendo as mulheres”.
Quando converso com uma mulher começo a descobrir um pouco do mundo bizarro em que elas se escondem nas mais variadas madeixas. Elas não sabem o que querem, pior, quando parece que sabem é porque aí não sabem mesmo. Ficam naquela coisa de “você escolhe o lugar, mas eu tenho poder de veto”. Só o poder de veto! Tem certeza que você não deseja mais alguma coisa.
Acho que o problema das mulheres são os hormônios. É tanto hormônio tentando se equilibrar que logicamente a coisa tende a desandar. Qualquer desequilíbrio é uma choradeira daqui, um tapa na cara de lá, um segure-se quem puder.
Se a mulher fosse menos “hormônica”, talvez fosse mais previsível. O romance ficaria mais fácil, haveria mais crianças no mundo e menos viado. Tenho a teoria de que muitos se tornam gays não porque não gostem de mulher, mas porque se cansaram de tentar entendê-las e acabam optando por seres do próprio sexo mais compreensíveis e razoáveis, ironicamente o homossexualismo feminino é mais raro e é um arranca rabo só.
Comecei falando sobre mulheres e acabei falando sobre viado. Vamos ver se consigo melhorar no próximo post.
quarta-feira, maio 05, 2004
HOMENS X MULHERES
- Meio óbvio esse papo de homens x mulheres, não?
- Também acho. Título meio babaca esse.
- Se o assunto é lugar comum por que não conseguimos dominá-lo na prática?
- Porque talvez não seja tão óbvio.
- Será que o óbvio afasta a surpresa sendo que um dos grandes lances é a sensação de conquista e de ser surpreendido?
- Pode ser, quem sabe, eu não sei.
- Então esse papo não é tão óbvio assim.
- Homens x mulheres, isso não é nada óbvio. Mulher não entende homem, homem não entende mulher, é a maior zona. E olha que isso já é assunto debatido há não sei quantos séculos. As mais diversas comédias dellarte já possuíam esse tema, toneladas de música, metros de película que se espalham pela televisão e nos cinemas. Se interpretarmos atentamente aquelas pinturas pré-históricas nas paredes vai dar pra achar alguma coisa da relação homem x mulher.
- Se você tá falando isso tudo, porque quando eu perguntei você disse que era óbvio e meio babaca.
- Pô, sei lá. Mas que soa óbvio esse lance de homens x mulheres, soa.
- Meio óbvio esse papo de homens x mulheres, não?
- Também acho. Título meio babaca esse.
- Se o assunto é lugar comum por que não conseguimos dominá-lo na prática?
- Porque talvez não seja tão óbvio.
- Será que o óbvio afasta a surpresa sendo que um dos grandes lances é a sensação de conquista e de ser surpreendido?
- Pode ser, quem sabe, eu não sei.
- Então esse papo não é tão óbvio assim.
- Homens x mulheres, isso não é nada óbvio. Mulher não entende homem, homem não entende mulher, é a maior zona. E olha que isso já é assunto debatido há não sei quantos séculos. As mais diversas comédias dellarte já possuíam esse tema, toneladas de música, metros de película que se espalham pela televisão e nos cinemas. Se interpretarmos atentamente aquelas pinturas pré-históricas nas paredes vai dar pra achar alguma coisa da relação homem x mulher.
- Se você tá falando isso tudo, porque quando eu perguntei você disse que era óbvio e meio babaca.
- Pô, sei lá. Mas que soa óbvio esse lance de homens x mulheres, soa.
terça-feira, maio 04, 2004
500
Maneiro, 500 acessos houve por estas paragens. Fico feliz em saber que existem pessoas que de vez em quando dão uma passada, dão uma lidinha. Algumas pessoas que eu conheço, pessoas que nunca vi e nem elas me viram na vida, uns discordam mas não tem paciência de fazer comment, outros discordam e tem paciência de fazer comment. E a gente vai indo e chega a 500 acessos, pra algumas pessoas isso seria quase nada, pra mim é muito. Ironicamente, eu não escrevo para os outros, escrevo para mim, mas fico feliz em saber que as pessoas passam por aqui.
500 como um número, os números dizem muito pouco por si, dizendo muito mais para aqueles que o geram. 500 orgasmos pode soar como quase nada. 500 cigarros pode soar como muito. 500 livros lidos pode soar como muita cultura. 500 coca-colas pode soar como um grande arroto. Os números tentam enumerar as sensações, as relações, as diversas realidades mas não conseguem. A realidade é mais complexa e pode-se tentar narrá-la mas não contá-la.
Fico por aqui, feliz em saber que na nova fase do blog uma rapaziada passou por aqui.
Abro o champagne, rolha voando, espuma saindo, taças servidas e um brinde. Um brinde a todos nós. Saúde e obrigado por nos incluir em seu caminho.
Maneiro, 500 acessos houve por estas paragens. Fico feliz em saber que existem pessoas que de vez em quando dão uma passada, dão uma lidinha. Algumas pessoas que eu conheço, pessoas que nunca vi e nem elas me viram na vida, uns discordam mas não tem paciência de fazer comment, outros discordam e tem paciência de fazer comment. E a gente vai indo e chega a 500 acessos, pra algumas pessoas isso seria quase nada, pra mim é muito. Ironicamente, eu não escrevo para os outros, escrevo para mim, mas fico feliz em saber que as pessoas passam por aqui.
500 como um número, os números dizem muito pouco por si, dizendo muito mais para aqueles que o geram. 500 orgasmos pode soar como quase nada. 500 cigarros pode soar como muito. 500 livros lidos pode soar como muita cultura. 500 coca-colas pode soar como um grande arroto. Os números tentam enumerar as sensações, as relações, as diversas realidades mas não conseguem. A realidade é mais complexa e pode-se tentar narrá-la mas não contá-la.
Fico por aqui, feliz em saber que na nova fase do blog uma rapaziada passou por aqui.
Abro o champagne, rolha voando, espuma saindo, taças servidas e um brinde. Um brinde a todos nós. Saúde e obrigado por nos incluir em seu caminho.
UMA SAÍDA MANEIRA
Por incrível que pareça, uma saída maneira é algo que nós muito buscamos e somente algumas vezes conseguimos. Apesar de um fenômeno ocasional, justamente o que motiva a sair à noite são as saídas maneiras, caso contrário eu faria que nem um amigo meu e ficaria acordando às 6 da manhã pra ir correr na Lagoa.
Quais seriam os requisitos de uma saída maneira? Isso é mais difícil de definir do que parece. Se tiver mulher, ajuda mas não basta. Se o lugar for maneiro, isso também ajuda mas não basta. Se estiver bêbado, isso ajuda bastante mas também não é suficiente. Então a boa saída precisa de uma confluência de fatores, ou seja, a galera precisa ser maneira, o lugar precisa ser adequado (música, ambiente, freqüentadores...), um alcoolzinho fortalece o esquema, a despretensão inicial em relação ao programa cria o efeito surpresa que cai bem.
Realmente, não dá pra definir o que é necessário para uma boa saída, só posso torcer para que apareçam várias boas saídas em que eu me acabe e que no dia seguinte acorde com uma sensação de dever cumprido e um gostinho de cabo de guarda-chuva no fundo da boca.
Por incrível que pareça, uma saída maneira é algo que nós muito buscamos e somente algumas vezes conseguimos. Apesar de um fenômeno ocasional, justamente o que motiva a sair à noite são as saídas maneiras, caso contrário eu faria que nem um amigo meu e ficaria acordando às 6 da manhã pra ir correr na Lagoa.
Quais seriam os requisitos de uma saída maneira? Isso é mais difícil de definir do que parece. Se tiver mulher, ajuda mas não basta. Se o lugar for maneiro, isso também ajuda mas não basta. Se estiver bêbado, isso ajuda bastante mas também não é suficiente. Então a boa saída precisa de uma confluência de fatores, ou seja, a galera precisa ser maneira, o lugar precisa ser adequado (música, ambiente, freqüentadores...), um alcoolzinho fortalece o esquema, a despretensão inicial em relação ao programa cria o efeito surpresa que cai bem.
Realmente, não dá pra definir o que é necessário para uma boa saída, só posso torcer para que apareçam várias boas saídas em que eu me acabe e que no dia seguinte acorde com uma sensação de dever cumprido e um gostinho de cabo de guarda-chuva no fundo da boca.