VOCÊ EXISTE?
Sabe o que eu gosto em você? Sua humanidade. Vejo tantos estereótipos por aí e você é tão humana. Você pensa, fala sobre coisas sérias, bota os óculos quando quer fazer charme intelectual, fala bobeira, faz fofoca, chora quando ouve histórias tristes, liga para a sua mãe a cobrar porque acabou o cartão, jura que não vai mais comer doce, chama o conhecido que está sozinho para sentar-se na sua mesa, gosta de passear na loja de CDs mesmo que não seja pra comprar nada, não se lembra da primeira vez que recebeu flores, admira intelectuais, vai dar esporro na galera que tá fazendo zona na biblioteca, não deixa sublinhar os seus textos, passa a limpo cadernos, fica de vez em quando olhando para o nada, dá boa noite para o porteiro, fica vermelha quando tá sem graça, finge que gosta de dirigir, tenta organizar eventos pra juntar todo o pessoal e mais um monte de coisa...
Você tem diversas qualidades mas tenho que ser sincero de que a que mais me impressiona é a presença explícita de humanidade em você. E o que eu mais gostei ainda foi quando eu lhe disse tudo isso e você ficou vermelha.
Dois caras sentados num banco de praça ficavam olhando as pessoas passando. Ficaram ali horas, analisando, criticando e discutindo sobre a vida. Lá pelas tantas um deles diz: Nós estamos aqui nos sentindo os críticos do mundo! O outro acreditou que ele realmente seria o crítico do mundo e criou esse blog. Bem-vindo!
sexta-feira, maio 30, 2003
BIGODE
Quem será que foi o primeiro cara a usar bigode no mundo?
Quem será que foi o cara que a navalha ficou cega antes dele barbear-se acima da boca e sem tempo nosso prezado inventor acabou deixando uma pelugem bizarra mas que acabou sendo elogiada pelos colegas de trabalho e depois virou moda na região e no mundo.
Apesar de jurar a mim mesmo que jamais usarei um bigode, gostaria de saber quem foi o cara que inventou algo tão inusitado e dar-lhe meus sinceros parabéns por uma invenção tão peculiar.
... ainda vão inventar o feriado do bigode.
Quem será que foi o primeiro cara a usar bigode no mundo?
Quem será que foi o cara que a navalha ficou cega antes dele barbear-se acima da boca e sem tempo nosso prezado inventor acabou deixando uma pelugem bizarra mas que acabou sendo elogiada pelos colegas de trabalho e depois virou moda na região e no mundo.
Apesar de jurar a mim mesmo que jamais usarei um bigode, gostaria de saber quem foi o cara que inventou algo tão inusitado e dar-lhe meus sinceros parabéns por uma invenção tão peculiar.
... ainda vão inventar o feriado do bigode.
quarta-feira, maio 28, 2003
MATRIX RELOADED
Não sou nerd, não sou fã do Keanu Reeves, não sou adorador de efeitos especiais, não sou de ir ao cinema na estréia só pra ficar tirando ondinha, não acho a premissa do Matrix genial, não sou mais um monte de coisa. Fui assistir ao Matrix Reloaded e achei animal, não vou ficar descrevendo porque não faz sentido e além disso ainda estou digerindo alguns aspectos do filme.
É tão bom ir ao cinema e sair pensando depois. Discutir algo diferente do cabelo da Glenn Close ou do sapateado do Richard Gere. É aliviante ver que ainda existe espaço para se divertir e pensar um pouco ao mesmo tempo.
Recomendo assistir o Matrix 1 antes só pra dar um relembrada na história e depois é só partir pro abraço. Bom Reload e enjoy the journey.
Não sou nerd, não sou fã do Keanu Reeves, não sou adorador de efeitos especiais, não sou de ir ao cinema na estréia só pra ficar tirando ondinha, não acho a premissa do Matrix genial, não sou mais um monte de coisa. Fui assistir ao Matrix Reloaded e achei animal, não vou ficar descrevendo porque não faz sentido e além disso ainda estou digerindo alguns aspectos do filme.
É tão bom ir ao cinema e sair pensando depois. Discutir algo diferente do cabelo da Glenn Close ou do sapateado do Richard Gere. É aliviante ver que ainda existe espaço para se divertir e pensar um pouco ao mesmo tempo.
Recomendo assistir o Matrix 1 antes só pra dar um relembrada na história e depois é só partir pro abraço. Bom Reload e enjoy the journey.
DROGAS
Acho que todos estão convencidos que a melhor propaganda contra as drogas já feitas são bem recentes e estão surtindo efeito.
Diferente daquele papo de “Droga é uma merda” ou “Droga é brega” com desenho do Ziraldo que não colava pelo simples motivo de que se as drogas fossem ruins, ninguém ia querer curtir um barato, não ia fazer o menor sentido fumar bagulho em Mauá ou cheirar com os colegas de mercado financeiro, ou seja, dizer que droga é ruim, não cola.
Bem, a primeira das campanhas contra as drogas recentes que foram bem feitas é aquela que mostra o sujeito matando alguém num sinal e num rewind acabamos vendo que a grana com a qual ele comprou as armas veio de uma venda de drogas. Simplesmente deixou claro que as drogas estão relacionadas com o tráfico de armas (se traficante só tivesse estilingue não ia rolar o caos atual) e a violência de uma forma geral.
A segunda boa campanha foi o The Osbournes na MTV. Depois de ver o Ozzy Osbourne completamente lesadão e cheio de seqüelas de uso pesado de tudo o que via pela frente eu estou com medo até de tomar dois chopps. Sinira, pra ficar daquele jeito eu prefiro virar um vegetariano ortodoxo pelá-saco.
Acho que o caminho de quem quer fumar seu bagulinho sem peso na consciência é longo e tortuoso, simplesmente é fazer campanha a favor da descriminalização das drogas leves ou plantar em casa e consumir discretamente. Só cuidado pra não ficar que nem o Ozzy Osbourne.
Acho que todos estão convencidos que a melhor propaganda contra as drogas já feitas são bem recentes e estão surtindo efeito.
Diferente daquele papo de “Droga é uma merda” ou “Droga é brega” com desenho do Ziraldo que não colava pelo simples motivo de que se as drogas fossem ruins, ninguém ia querer curtir um barato, não ia fazer o menor sentido fumar bagulho em Mauá ou cheirar com os colegas de mercado financeiro, ou seja, dizer que droga é ruim, não cola.
Bem, a primeira das campanhas contra as drogas recentes que foram bem feitas é aquela que mostra o sujeito matando alguém num sinal e num rewind acabamos vendo que a grana com a qual ele comprou as armas veio de uma venda de drogas. Simplesmente deixou claro que as drogas estão relacionadas com o tráfico de armas (se traficante só tivesse estilingue não ia rolar o caos atual) e a violência de uma forma geral.
A segunda boa campanha foi o The Osbournes na MTV. Depois de ver o Ozzy Osbourne completamente lesadão e cheio de seqüelas de uso pesado de tudo o que via pela frente eu estou com medo até de tomar dois chopps. Sinira, pra ficar daquele jeito eu prefiro virar um vegetariano ortodoxo pelá-saco.
Acho que o caminho de quem quer fumar seu bagulinho sem peso na consciência é longo e tortuoso, simplesmente é fazer campanha a favor da descriminalização das drogas leves ou plantar em casa e consumir discretamente. Só cuidado pra não ficar que nem o Ozzy Osbourne.
segunda-feira, maio 19, 2003
GELOL
Na boa que as propagandas de Gelol são coisas que marcaram a minha infância e até hoje uso a expressão pai gelol para identificar aquele pai que fica o tempo todo pajeando o filho.
Aqueles estabacos da galera no anúncio são geniais, neguinho desce do ônibus, cai em cima da barraquinha de frutas, empurra o cara da bicicleta que esbarra na freira e assim por diante e sempre achei muito maneiro, com a felicidade de que passando gelol a dor dos atores iria passar e nenhum animal silvestre havia sido ferido nas gravações do comercial.
Com as pegadinhas e vídeo cassetadas as propagandas do gelol ficaram meio esquecidas. Hoje, no meio de um programa de televisão veio a nova propaganda. Me senti recompensado! Muito maneiro, é o cidadão caindo daqui, o outro agarrando de lá, toda uma tradição presente naquela propaganda.
Surge a pergunta, será que os caras de machucam na gravação? E quando eles se machucam, só passam gelol ou rola uma visitinha ao posto de saúde mais próximo.
Vale a pena assistir...
Na boa que as propagandas de Gelol são coisas que marcaram a minha infância e até hoje uso a expressão pai gelol para identificar aquele pai que fica o tempo todo pajeando o filho.
Aqueles estabacos da galera no anúncio são geniais, neguinho desce do ônibus, cai em cima da barraquinha de frutas, empurra o cara da bicicleta que esbarra na freira e assim por diante e sempre achei muito maneiro, com a felicidade de que passando gelol a dor dos atores iria passar e nenhum animal silvestre havia sido ferido nas gravações do comercial.
Com as pegadinhas e vídeo cassetadas as propagandas do gelol ficaram meio esquecidas. Hoje, no meio de um programa de televisão veio a nova propaganda. Me senti recompensado! Muito maneiro, é o cidadão caindo daqui, o outro agarrando de lá, toda uma tradição presente naquela propaganda.
Surge a pergunta, será que os caras de machucam na gravação? E quando eles se machucam, só passam gelol ou rola uma visitinha ao posto de saúde mais próximo.
Vale a pena assistir...
sábado, maio 17, 2003
BIENAL
Tenho trauma de bienal. Fui uma vez num sábado nublado, pior dia impossível porque todo mundo que não tinha o que fazer estava lá. O Riocentro estava cheio pra caralho, os livros estavam caros ou o mesmo preço da livraria. Os importados, que eram uma esperança, estavam mais caros do que na internet. Não consegui encontrar o Veríssimo no dito Café dos Artistas (aliás não vi nenhum artista apesar de dizerem que eles vêm para a Bienal!). Como se não bastasse a acústica da parada é uma merda e fica um eco mega stressante. Programa de índio 8 machadinhas.
A única coisa boa que fiz foi comprar uns livros de um real na LP&M, e só (na época os livros pockets da LP&M custavam um real).
Seria melhor ir durante a semana? Acho que deve dar pra ver as coisas com calma e curtir o programa apesar dos moleques de escola pública que atulham o lugar porque entram de graça e a professora acha que está lhes dando cultura uma vez que eles estão olhando uns livros e uns mais exaltados até mesmo folheando.
Não, bienal não é a boa.
Tenho trauma de bienal. Fui uma vez num sábado nublado, pior dia impossível porque todo mundo que não tinha o que fazer estava lá. O Riocentro estava cheio pra caralho, os livros estavam caros ou o mesmo preço da livraria. Os importados, que eram uma esperança, estavam mais caros do que na internet. Não consegui encontrar o Veríssimo no dito Café dos Artistas (aliás não vi nenhum artista apesar de dizerem que eles vêm para a Bienal!). Como se não bastasse a acústica da parada é uma merda e fica um eco mega stressante. Programa de índio 8 machadinhas.
A única coisa boa que fiz foi comprar uns livros de um real na LP&M, e só (na época os livros pockets da LP&M custavam um real).
Seria melhor ir durante a semana? Acho que deve dar pra ver as coisas com calma e curtir o programa apesar dos moleques de escola pública que atulham o lugar porque entram de graça e a professora acha que está lhes dando cultura uma vez que eles estão olhando uns livros e uns mais exaltados até mesmo folheando.
Não, bienal não é a boa.
sexta-feira, maio 16, 2003
TREVAS
Às vezes a gente lê algo bonito e tem que colocar no blog pra não esquecer. Li o seguinte trecho de poesia nas considerações finais de um livro, a poesia é de um poeta turco chamado Nazim Hikmet Ran e diz:
“Se eu não me queimo,
se tu não te queimas,
se nós não nos queimamos,
como as trevas
se tornarão claridade?”
Acho que isso foi pertinente no livro e acho que também se aplica ao caos de violência existente atualmente no Rio. O Rio precisa de uma resposta da sociedade civil, a população não pode ficar esperando resposta das autoridades de braços cruzados.
A sociedade civil tem que se mexer, dedurar o traficante que vende drogas na esquina, dedurar o policial corrupto que solicita propinas, não pode aceitar que o tráfico dite feriados, não pode ficar assistindo tudo no RJ TV e depois soltar palavras de ordem inertes no cafezinho do escritório achando que está fazendo algum bem. Quero deixar claro que não necessariamente são necessários atos de heroísmo mas são necessários pequenos atos que digam a bandidagem que eles não venceram e que as trevas vão virar claridade.
Às vezes a gente lê algo bonito e tem que colocar no blog pra não esquecer. Li o seguinte trecho de poesia nas considerações finais de um livro, a poesia é de um poeta turco chamado Nazim Hikmet Ran e diz:
“Se eu não me queimo,
se tu não te queimas,
se nós não nos queimamos,
como as trevas
se tornarão claridade?”
Acho que isso foi pertinente no livro e acho que também se aplica ao caos de violência existente atualmente no Rio. O Rio precisa de uma resposta da sociedade civil, a população não pode ficar esperando resposta das autoridades de braços cruzados.
A sociedade civil tem que se mexer, dedurar o traficante que vende drogas na esquina, dedurar o policial corrupto que solicita propinas, não pode aceitar que o tráfico dite feriados, não pode ficar assistindo tudo no RJ TV e depois soltar palavras de ordem inertes no cafezinho do escritório achando que está fazendo algum bem. Quero deixar claro que não necessariamente são necessários atos de heroísmo mas são necessários pequenos atos que digam a bandidagem que eles não venceram e que as trevas vão virar claridade.
quinta-feira, maio 15, 2003
NA SURDINA
Interessante observar que o ilustre Senador Sérgio Cabral (RJ) apresentou um projeto de lei no Senado que concede porte de armas a policiais municipais de cidades com mais de 2 milhões de habitantes. Eu tenho que admitir que fiquei chocado com a notícia.
A notícia foi sutilmente colocada no jornal, ou seja, a mídia não que discutir profundamente o assunto mas atendeu a assessoria de imprensa do ilustre (!?!) senador. Solta a notinha, coloca o nome dele pra chamar a atenção e tá bom.
A outra coisa que me chamou a atenção foi o conteúdo. Não bastando o caos de autoridades que temos no Rio de Janeiro, o projeto quer criar mais uma milícia armada. Isso é no mínimo absurdo! Já temos armas demais na polícia (diferente do antigo policial que subia o morro com um .38, atualmente a polícia não faz feio frente a bandidagem) e parece um pouco óbvio que tudo que a política de segurança do Rio menos precisa é mais gente armada.
Espero que o Sérgio Cabral Filho cresça e amadureça e perceba que violência não se combate com violência sob o risco de aumento da violência tender a extremos. Espero que ele também perceba que violência não se combate com populismo barata. Lamentável, senador.
Interessante observar que o ilustre Senador Sérgio Cabral (RJ) apresentou um projeto de lei no Senado que concede porte de armas a policiais municipais de cidades com mais de 2 milhões de habitantes. Eu tenho que admitir que fiquei chocado com a notícia.
A notícia foi sutilmente colocada no jornal, ou seja, a mídia não que discutir profundamente o assunto mas atendeu a assessoria de imprensa do ilustre (!?!) senador. Solta a notinha, coloca o nome dele pra chamar a atenção e tá bom.
A outra coisa que me chamou a atenção foi o conteúdo. Não bastando o caos de autoridades que temos no Rio de Janeiro, o projeto quer criar mais uma milícia armada. Isso é no mínimo absurdo! Já temos armas demais na polícia (diferente do antigo policial que subia o morro com um .38, atualmente a polícia não faz feio frente a bandidagem) e parece um pouco óbvio que tudo que a política de segurança do Rio menos precisa é mais gente armada.
Espero que o Sérgio Cabral Filho cresça e amadureça e perceba que violência não se combate com violência sob o risco de aumento da violência tender a extremos. Espero que ele também perceba que violência não se combate com populismo barata. Lamentável, senador.
segunda-feira, maio 05, 2003
TUBARÃO 2
Lamentável o linchamento do tubarão no Rio de Janeiro, os especialistas já tinham cantado a bola de que aquela espécie de tubarão só ataca humanos em casos excepcionais e que está de passagem no litoral carioca e coisa e tal. A mídia cria um pânico e os bestas quadradas vão lá e lincham o bicho que não tem nenhuma culpa no cartório. A espécie que está em risco de extinção aumenta mais ainda o seu risco e fica todo mundo com cara de bunda depois quando o Brasil é considerado um país ecologicamente incorreto.
Um dos problemas do tubarão enquanto espécie é que ele não tem uma boa assessoria de marketing. Deixaram veicular os famosos filmes Tubarão 1, 2 e 3, apesar do protagonista do filme ser um tubarão branco toda a espécie acabou vítima do preconceito e acaba tendo que pagar com suas vidas pela má fama, vão ser necessários largos investimentos pra reverter essa imagem. Temos outros animais aquáticos que tem famas em vista de sua assessoria de marketing, a baleia orca, por exemplo, tem aqueles programas do Discovery Channel dela comendo pingüim sanguinolentamente na Antártida, mas para compensar tem uns filmes tipo Free Willy e no Sea World elas se exibem e viram animal de pelúcia. A assessoria das tartarugas tem feito um bom trabalho com o projeto Tamar e tudo mais mas convenhamos que é um bicho meio feinho e o fato de ter fama de lerda adquirida pelas espécies terrestres não ajuda muito mas faz-se o possível.
Mas a melhor assessoria de marketing de animais marítimos é a do golfinho, essa sim é de invejar, o golfinho é conhecido como um animal gentil, inteligente, simpático, gosta de crianças, ágil, afetuoso e ainda por cima são mamíferos, são bichinhos de pelúcia, símbolo de um monte de coisa boa, nome de banda em Portugal, ironicamente no Tubarão 3 são eles que salvam uns mergulhadores que iam ser comidos pela Sra. Tubarão que estava furiosa.
Acho que vou deixar de ser um tubarão para ser um golfinho, tem tudo pra dar certo.
Lamentável o linchamento do tubarão no Rio de Janeiro, os especialistas já tinham cantado a bola de que aquela espécie de tubarão só ataca humanos em casos excepcionais e que está de passagem no litoral carioca e coisa e tal. A mídia cria um pânico e os bestas quadradas vão lá e lincham o bicho que não tem nenhuma culpa no cartório. A espécie que está em risco de extinção aumenta mais ainda o seu risco e fica todo mundo com cara de bunda depois quando o Brasil é considerado um país ecologicamente incorreto.
Um dos problemas do tubarão enquanto espécie é que ele não tem uma boa assessoria de marketing. Deixaram veicular os famosos filmes Tubarão 1, 2 e 3, apesar do protagonista do filme ser um tubarão branco toda a espécie acabou vítima do preconceito e acaba tendo que pagar com suas vidas pela má fama, vão ser necessários largos investimentos pra reverter essa imagem. Temos outros animais aquáticos que tem famas em vista de sua assessoria de marketing, a baleia orca, por exemplo, tem aqueles programas do Discovery Channel dela comendo pingüim sanguinolentamente na Antártida, mas para compensar tem uns filmes tipo Free Willy e no Sea World elas se exibem e viram animal de pelúcia. A assessoria das tartarugas tem feito um bom trabalho com o projeto Tamar e tudo mais mas convenhamos que é um bicho meio feinho e o fato de ter fama de lerda adquirida pelas espécies terrestres não ajuda muito mas faz-se o possível.
Mas a melhor assessoria de marketing de animais marítimos é a do golfinho, essa sim é de invejar, o golfinho é conhecido como um animal gentil, inteligente, simpático, gosta de crianças, ágil, afetuoso e ainda por cima são mamíferos, são bichinhos de pelúcia, símbolo de um monte de coisa boa, nome de banda em Portugal, ironicamente no Tubarão 3 são eles que salvam uns mergulhadores que iam ser comidos pela Sra. Tubarão que estava furiosa.
Acho que vou deixar de ser um tubarão para ser um golfinho, tem tudo pra dar certo.