MONOGRAFIA
Uma coisa legal da monografia é a idéia de fazer uma, fora isso todo o resto é meio pentelho. Preparar pré-projeto é um saco, você fica pesquisando, lendo horrores e escreve não sei quantas páginas sobre o que você pretende fazer, o orientador critica, não sei mais quem altera, outro lá vem corrigir e por aí vai. Isso só no pré-projeto. Depois você começa a ler um monte de coisa, fichar textos, fica tirando cópia de artigos de um monte de gente (uns artigos bons e uma porrada de artigo horroroso), fica pedindo de joelhos pra lhe enviarem uma decisão que você leu numa nota de rodapé e depois descobre que aquilo é meio inútil e assim vai e lá vai munheca digitando no computador. Acaba-se descobrindo que é possível levar um dia para escrever duas páginas dependendo das páginas.
A monografia fica pronta, aos trancos e barrancos, e haja barranco. Você manda pro orientador, ele troca umas vírgulas de lugar, troca uma palavra por outra e manda você estender certos pontos completamente malucos. Faz-se a correção, aumenta, puxa, estica e meio que de uma forma indireta você manda o seu orientador para de encher a paciência e aceitar a dita monografia. Sufocos administrativos na secretaria e lá foi ela.
Por fim tem a apresentação. Não sei como é essa parte, vou descobrir amanhã. Não tive que fazer monografia na graduação mas agora não tem mais fuga. Só posso dizer que espero que a força esteja comigo e eu consiga forças para reler esse karma e ainda fazer uma boa apresentação amanhã.
Dois caras sentados num banco de praça ficavam olhando as pessoas passando. Ficaram ali horas, analisando, criticando e discutindo sobre a vida. Lá pelas tantas um deles diz: Nós estamos aqui nos sentindo os críticos do mundo! O outro acreditou que ele realmente seria o crítico do mundo e criou esse blog. Bem-vindo!
quarta-feira, março 31, 2004
terça-feira, março 30, 2004
TRILHA SONORA DA VIDA
Tenho os meus CDs básicos que fazem uma grande companhia nos meus momentos de solidão nos transportes da vida. Raramente eu consigo parar para ouvir música, acaba que normalmente eu ouço quando estou indo de um lugar para outro. A parte que eu gosto de ouvir música quando estou em movimento é que a música acaba se tornando uma trilha sonora, dependendo do caso até mesmo chega a ser como um videoclip com uma mistura de sons e imagens que dão aquele gostinho on the road.
Na cidade, tem alguns sons imbatíveis. Acho que de manhã indo para o trabalho Shakira cai super bem, de preferência com um pouco de Soda Stereo e Cafeta Cuba. No metrô, tem que ser Coldplay apesar de também cair bem em outros momentos. Pós trabalho, um Oásis. Los Hermanos e Ira são um repertório e tanto para dias nublado e por aí vai.
Rádio tem um lado bom e um lado ruim, o lado bom é que rolam umas surpresas maneiras como aquela nova música de uma banda ou aquela outra que não ouvia faz tempo. O lado ruim é que vira e mexe tem umas surpresas negativas e a repetição demasiada dos hits da moda.
Enfim, o importante é a vida ter uma trilha sonora, as distâncias ficam menores e a imagem ganha mais vida.
Tenho os meus CDs básicos que fazem uma grande companhia nos meus momentos de solidão nos transportes da vida. Raramente eu consigo parar para ouvir música, acaba que normalmente eu ouço quando estou indo de um lugar para outro. A parte que eu gosto de ouvir música quando estou em movimento é que a música acaba se tornando uma trilha sonora, dependendo do caso até mesmo chega a ser como um videoclip com uma mistura de sons e imagens que dão aquele gostinho on the road.
Na cidade, tem alguns sons imbatíveis. Acho que de manhã indo para o trabalho Shakira cai super bem, de preferência com um pouco de Soda Stereo e Cafeta Cuba. No metrô, tem que ser Coldplay apesar de também cair bem em outros momentos. Pós trabalho, um Oásis. Los Hermanos e Ira são um repertório e tanto para dias nublado e por aí vai.
Rádio tem um lado bom e um lado ruim, o lado bom é que rolam umas surpresas maneiras como aquela nova música de uma banda ou aquela outra que não ouvia faz tempo. O lado ruim é que vira e mexe tem umas surpresas negativas e a repetição demasiada dos hits da moda.
Enfim, o importante é a vida ter uma trilha sonora, as distâncias ficam menores e a imagem ganha mais vida.
sexta-feira, março 26, 2004
MP3
Está todo mundo bolado com a questão do MP3 e demais formatos digitais de formatação de arquivos de áudio e vídeo. O direito invariavelmente assume uma postura conservadora de manutenção do status quo e chega a sugerir até a proibição do MP3 e, conseqüentemente, impedir nos tribunais um significativo avanço tecnológico. Acho que soluções para novas questões tecnológicas têm que ser pensadas e pra isso temos inúmeras cabeças pensantes remuneradas pelas mais diversas entidades e corporações e que são mestres em conseguir soluções lucrativas para suas corporações nos mais diversos cenários adversos.
Podemos até fazer uma comparação com outro fenômeno recente bastante parecido, o desenvolvimento do vídeo-cassete e da idéia de home vídeo, logicamente quando as fitas de vídeo graváveis chegaram ao mercado houve um bafafa de que isso iria acabar com a indústria cinematográfica, que ninguém mais iria ao cinema, que as pessoas gravariam filmes no vídeo cassete e toda uma indústria e seus empregos gerados iriam para o buraco.
Ironicamente, o mercado de home vídeo anda muito bem obrigado. Os DVDs também estão vendendo que nem pão quente. Fora alguns eventos pontuais de pirataria a atividade tem se mostrado bastante lucrativa. No ano passado nos EUA registraram significativo aumento do público indo ao cinema. Dessa forma, a revolução encerrou seu ciclo, da previsão de fim dos cinemas, os cinemas se adaptaram, aumentaram qualidade de som e imagem, se tornaram mais confortáveis e um bom programa de lazer e bastante lucrativo.
Acho que o MP3 vai sobreviver, dar fruto e lucros, só vai ficar no prejuízo aquele cara ingênuo que acha que a internet é um meio anárquico de telecomunicação e forma de integração entre os povos. Coitado.
Está todo mundo bolado com a questão do MP3 e demais formatos digitais de formatação de arquivos de áudio e vídeo. O direito invariavelmente assume uma postura conservadora de manutenção do status quo e chega a sugerir até a proibição do MP3 e, conseqüentemente, impedir nos tribunais um significativo avanço tecnológico. Acho que soluções para novas questões tecnológicas têm que ser pensadas e pra isso temos inúmeras cabeças pensantes remuneradas pelas mais diversas entidades e corporações e que são mestres em conseguir soluções lucrativas para suas corporações nos mais diversos cenários adversos.
Podemos até fazer uma comparação com outro fenômeno recente bastante parecido, o desenvolvimento do vídeo-cassete e da idéia de home vídeo, logicamente quando as fitas de vídeo graváveis chegaram ao mercado houve um bafafa de que isso iria acabar com a indústria cinematográfica, que ninguém mais iria ao cinema, que as pessoas gravariam filmes no vídeo cassete e toda uma indústria e seus empregos gerados iriam para o buraco.
Ironicamente, o mercado de home vídeo anda muito bem obrigado. Os DVDs também estão vendendo que nem pão quente. Fora alguns eventos pontuais de pirataria a atividade tem se mostrado bastante lucrativa. No ano passado nos EUA registraram significativo aumento do público indo ao cinema. Dessa forma, a revolução encerrou seu ciclo, da previsão de fim dos cinemas, os cinemas se adaptaram, aumentaram qualidade de som e imagem, se tornaram mais confortáveis e um bom programa de lazer e bastante lucrativo.
Acho que o MP3 vai sobreviver, dar fruto e lucros, só vai ficar no prejuízo aquele cara ingênuo que acha que a internet é um meio anárquico de telecomunicação e forma de integração entre os povos. Coitado.
terça-feira, março 23, 2004
PROJETO DE LEI
No Brasil, assim como em diversos outros países, curtimos a idéia de fazer um projeto de lei. Vimos muito filme americano e acreditamos que um projeto de lei de iniciativa popular pode realmente ser aprovado e fazer um mundo melhor. Sem querer desiludir os Erin Brockovich da vida, isso não é tão fácil quanto parece, nem mesmo nos EUA.
A maioria dos projetos de iniciativa popular tem erros de forma, não basta ter um milhão de assinaturas, precisa ter os números de RG e título de eleitor também. A maioria dos projetos de lei contêm erros técnicos e conceituais (isso não é privativo dos projetos de iniciativa popular porque tem muito deputado que com assessoria e tudo escreve uns absurdos!). Observo também que o difícil não é fazer um projeto de lei, o difícil é conseguir aprová-lo, a coisa é bem mais complicada do que parece.
De qualquer forma, acho que no Brasil de uma forma geral nós não temos falta de lei, nosso problema é sim a falta de aplicação da lei. Vi outro dia os pais da menina que foi morta num assalto do metrô dando entrevista dizendo que tinham um projeto de lei e coisa e tal e queriam apoio. Sinto muito pela menina, mas se eles querem fazer alguma coisa mais interessante isto seria comandar um levante popular para que o judiciário, grande aplicador da lei, se torne mais ágil e mais eficiente, seria se rebelar para que a polícia efetivamente cumpra sua função de investigadora, em resumo, que a máquina estatal funcione o que atualmente é um tanto quanto esporádico.
No Brasil, assim como em diversos outros países, curtimos a idéia de fazer um projeto de lei. Vimos muito filme americano e acreditamos que um projeto de lei de iniciativa popular pode realmente ser aprovado e fazer um mundo melhor. Sem querer desiludir os Erin Brockovich da vida, isso não é tão fácil quanto parece, nem mesmo nos EUA.
A maioria dos projetos de iniciativa popular tem erros de forma, não basta ter um milhão de assinaturas, precisa ter os números de RG e título de eleitor também. A maioria dos projetos de lei contêm erros técnicos e conceituais (isso não é privativo dos projetos de iniciativa popular porque tem muito deputado que com assessoria e tudo escreve uns absurdos!). Observo também que o difícil não é fazer um projeto de lei, o difícil é conseguir aprová-lo, a coisa é bem mais complicada do que parece.
De qualquer forma, acho que no Brasil de uma forma geral nós não temos falta de lei, nosso problema é sim a falta de aplicação da lei. Vi outro dia os pais da menina que foi morta num assalto do metrô dando entrevista dizendo que tinham um projeto de lei e coisa e tal e queriam apoio. Sinto muito pela menina, mas se eles querem fazer alguma coisa mais interessante isto seria comandar um levante popular para que o judiciário, grande aplicador da lei, se torne mais ágil e mais eficiente, seria se rebelar para que a polícia efetivamente cumpra sua função de investigadora, em resumo, que a máquina estatal funcione o que atualmente é um tanto quanto esporádico.
segunda-feira, março 22, 2004
CABELOS RIDÍCULOS II
Fiquei zoando meu amigo e seus mullets e outro dia desses acabei dando mole. Sai do banho e meu cabelo tava todo maluco, não tive dúvida, fiz um penteado boi lambeu daqueles bem ridículos pra ver se dava um jeito no meu cabelo (eu de vez em quando faço esse esquema e antes de sair dou uma despenteada e acaba ficando o esquema normal).
O lance é que nesse dia eu esqueci de dar a despenteada no cabelo. Peguei o elevador e, fato raro, desci com um vizinho. Lá pelas tantas ele perguntou se eu já tinha me formado na faculdade. Achei a pergunta meio non-sense e respondi que sim, infelizmente há alguns anos.
Na esquina percebi o meu cabelo boi lambeu. Que coisa ridícula! Dei a despenteada padrão e consegui salvar antes que ficasse tarde demais. Com base na impressão deixada por um cabelo, duvido que o meu vizinho algum dia me apresente uma das filhas dele, ou talvez quem sabe até apresente, e tudo isso será graças a credibilidade do meu penteado boi lambeu.
Fiquei zoando meu amigo e seus mullets e outro dia desses acabei dando mole. Sai do banho e meu cabelo tava todo maluco, não tive dúvida, fiz um penteado boi lambeu daqueles bem ridículos pra ver se dava um jeito no meu cabelo (eu de vez em quando faço esse esquema e antes de sair dou uma despenteada e acaba ficando o esquema normal).
O lance é que nesse dia eu esqueci de dar a despenteada no cabelo. Peguei o elevador e, fato raro, desci com um vizinho. Lá pelas tantas ele perguntou se eu já tinha me formado na faculdade. Achei a pergunta meio non-sense e respondi que sim, infelizmente há alguns anos.
Na esquina percebi o meu cabelo boi lambeu. Que coisa ridícula! Dei a despenteada padrão e consegui salvar antes que ficasse tarde demais. Com base na impressão deixada por um cabelo, duvido que o meu vizinho algum dia me apresente uma das filhas dele, ou talvez quem sabe até apresente, e tudo isso será graças a credibilidade do meu penteado boi lambeu.
sexta-feira, março 19, 2004
CABELO RIDÍCULO
Tem um amigo meu que fez um corte de cabelo ridículo, o cara no meio dos anos 2000 fez um corte de cabelo “mullets”, que apesar de soar maneiro em inglês não passa de um corte estilo Chitãozinho e Xororó, ou uma coisa do gênero que fica meio curto dos lados e meio cumprido no meio e atrás da cabeça. Acho a idéia de um corte de cabelo desses bem estranha, ou o cara é motorista de caminhão nos EUA ou o cara é jogador de futebol nos anos 80, como os anos 80 já passaram só resta a opção de dirigir o caminhão.
Fico bolado em como o cabelo é diretamente relacionado a impressão que temos de uma pessoa e mais ainda em gerar a impressão do que nós achamos de nós mesmos. Se somos sérios, temos que ter um corte sério e nos sentimos ainda mais sérios com isso, entrando num bar de caminhoneiros não vai ter como se sentir a vontade. Se queremos ser alternativos não dá pra usar um penteado boi lambeu, tem toda uma produção e um visual descolado que na verdade deu um senhor trabalho para ser criado. Nem quero falar da paranóia capilar feminina pois isso daria pano para a manga.
Um dia ainda vou descobrir um corte de cabelo que combina comigo.
Tem um amigo meu que fez um corte de cabelo ridículo, o cara no meio dos anos 2000 fez um corte de cabelo “mullets”, que apesar de soar maneiro em inglês não passa de um corte estilo Chitãozinho e Xororó, ou uma coisa do gênero que fica meio curto dos lados e meio cumprido no meio e atrás da cabeça. Acho a idéia de um corte de cabelo desses bem estranha, ou o cara é motorista de caminhão nos EUA ou o cara é jogador de futebol nos anos 80, como os anos 80 já passaram só resta a opção de dirigir o caminhão.
Fico bolado em como o cabelo é diretamente relacionado a impressão que temos de uma pessoa e mais ainda em gerar a impressão do que nós achamos de nós mesmos. Se somos sérios, temos que ter um corte sério e nos sentimos ainda mais sérios com isso, entrando num bar de caminhoneiros não vai ter como se sentir a vontade. Se queremos ser alternativos não dá pra usar um penteado boi lambeu, tem toda uma produção e um visual descolado que na verdade deu um senhor trabalho para ser criado. Nem quero falar da paranóia capilar feminina pois isso daria pano para a manga.
Um dia ainda vou descobrir um corte de cabelo que combina comigo.
quarta-feira, março 17, 2004
FUTEBOL CARIOCA
O futebol carioca atual está muito engraçado e mais do que nunca refletindo a decadência e o que as mafiazinhas fluminenses que atuam nos mais diversos segmentos andam aprontando com a gente.
Times como Friburguense e coisas do gênero começam a aparecer, não porque tenham melhorado ou se profissionalizado mas porque os times grandes estão uma zona e mais do que nunca demonstrando falta de organização e de capacidade gerencial. Lamentável. Só quero ver quando começar o Campeonato Brasileiro.
Como se não bastasse, outro dia vi que o Vasco S.A. agora está com patrocínio da prefeitura do Rio. Lamentável. A prefeitura tem que fazer uma série de investimentos sociais, priorizando saúde e educação, sem esquecer do meio ambiente, habitação e por aí vai. Ao que me consta não atingimos ainda um padrão sueco de qualidade de vida em que faça sentido uma prefeitura investir num time de futebol profissional que almejou se tornar uma S.A. outro dia desses. Acho que faria sentido uma equaçãozinha: Clubes profissionais = Lei de Mercado. Esporte Amador = interesse social.
Sei lá, só sei que assim fica difícil de eu voltar ao Maracanã pra ver o Fogão jogar.
O futebol carioca atual está muito engraçado e mais do que nunca refletindo a decadência e o que as mafiazinhas fluminenses que atuam nos mais diversos segmentos andam aprontando com a gente.
Times como Friburguense e coisas do gênero começam a aparecer, não porque tenham melhorado ou se profissionalizado mas porque os times grandes estão uma zona e mais do que nunca demonstrando falta de organização e de capacidade gerencial. Lamentável. Só quero ver quando começar o Campeonato Brasileiro.
Como se não bastasse, outro dia vi que o Vasco S.A. agora está com patrocínio da prefeitura do Rio. Lamentável. A prefeitura tem que fazer uma série de investimentos sociais, priorizando saúde e educação, sem esquecer do meio ambiente, habitação e por aí vai. Ao que me consta não atingimos ainda um padrão sueco de qualidade de vida em que faça sentido uma prefeitura investir num time de futebol profissional que almejou se tornar uma S.A. outro dia desses. Acho que faria sentido uma equaçãozinha: Clubes profissionais = Lei de Mercado. Esporte Amador = interesse social.
Sei lá, só sei que assim fica difícil de eu voltar ao Maracanã pra ver o Fogão jogar.
terça-feira, março 16, 2004
FUTURO DOS BLOGGERS
Acabei de ler um artigo sobre o futuro dos blogs. Para ser sincero, não sou remunerado para isso e raramente penso no que pode acontecer com os blogs. Pra mim, meu blog é um pequeno diário onde consigo escrever algumas coisas, alguns amigos meus lêem e ficam sabendo o que eu ando pensando. De repente, passa algum perdido voyeur ou alguém que fez uma busca por Ambev e passa sem querer por aqui. Quanto ao futuro dele, sei lá.
Achei alguns lances engraçados na reportagem, um deles é que a imensa maioria dos proprietários de blogs são teenagers. Apesar de num exame de carbono 14 eu não passar por um teenager, eu tenho gosto musical de adolescente, eu tenho um quarto de adolescente e tenho uma vida social de um adolescente e por aí vai.
Outra coisa interessante é que os donos de blog acham que podem mudar o mundo ou se sentem de alguma forma revolucionários. Estou fora desta possibilidade, já faz um tempo que o mundo me mudou e minha idéia de revolução em momento algum se basearia em um blog.
Depois de ler o artigo fiquei feliz. Sou uma minoria, não sou teenager e nem revolucionário. Fiquei feliz em pertencer a um grupo seletivo, uma minoria despretensiosa que tem um blog apenas porque quer e só.
Acabei de ler um artigo sobre o futuro dos blogs. Para ser sincero, não sou remunerado para isso e raramente penso no que pode acontecer com os blogs. Pra mim, meu blog é um pequeno diário onde consigo escrever algumas coisas, alguns amigos meus lêem e ficam sabendo o que eu ando pensando. De repente, passa algum perdido voyeur ou alguém que fez uma busca por Ambev e passa sem querer por aqui. Quanto ao futuro dele, sei lá.
Achei alguns lances engraçados na reportagem, um deles é que a imensa maioria dos proprietários de blogs são teenagers. Apesar de num exame de carbono 14 eu não passar por um teenager, eu tenho gosto musical de adolescente, eu tenho um quarto de adolescente e tenho uma vida social de um adolescente e por aí vai.
Outra coisa interessante é que os donos de blog acham que podem mudar o mundo ou se sentem de alguma forma revolucionários. Estou fora desta possibilidade, já faz um tempo que o mundo me mudou e minha idéia de revolução em momento algum se basearia em um blog.
Depois de ler o artigo fiquei feliz. Sou uma minoria, não sou teenager e nem revolucionário. Fiquei feliz em pertencer a um grupo seletivo, uma minoria despretensiosa que tem um blog apenas porque quer e só.
segunda-feira, março 15, 2004
FALTA UM PROJETO
Acho que no mais diversos momentos da vida nós temos a necessidade de fazer projetos. Neste projeto nós temos que analisar onde nós estamos e onde nós queremos chegar e qual será a forma de alcançar o objetivo. Logicamente, a vida vai passando e nós vamos alterando nossos projetos, vamos reavaliando certas situações e vamos fazer novos projetos. Dessa forma, meu projeto de ser astronauta e pilotar algo parecido com o Pirata do Espaço quando eu tinha oito anos mudou bastante mas nem por isso deixei de ter um projeto.
No âmbito político, raramente observamos um projeto e mais raro ainda termos um projeto com começo, meio e fim e que envolva prazos maiores do que um governo. Uma das poucas exceções que conheço é Curitiba, a cidade vai crescendo, as vias vão crescendo e a cidade vai se arrumando seguindo um plano piloto. Pelo menos o plano urbanístico vai indo, não sei o que é feito em relação ao resto.
O problema do PT na presidência foi que ele propagandeou a possibilidade de fazer algo diferente, mostrou conhecimento dos problemas do país e que teria soluções inovadoras para estes. O PT vendeu a idéia de que teria um projeto para o país, algo inédito na presidência do Brasil. Infelizmente, este projeto era uma licença poética para buscar votos, o Brasil continua sem rumo com políticas isoladas e perdidas e que não funcionam em conjunto e, pior, não fica claro onde nossos governantes imaginam que o Brasil deve chegar. As pessoas deveriam eleger um projeto e não uma personalidade ou outra mais carismática, em última instância poderíamos escolher o país em que queremos viver e até mesmo assumir a responsabilidade caso a escolha fosse errada.
Acho que no mais diversos momentos da vida nós temos a necessidade de fazer projetos. Neste projeto nós temos que analisar onde nós estamos e onde nós queremos chegar e qual será a forma de alcançar o objetivo. Logicamente, a vida vai passando e nós vamos alterando nossos projetos, vamos reavaliando certas situações e vamos fazer novos projetos. Dessa forma, meu projeto de ser astronauta e pilotar algo parecido com o Pirata do Espaço quando eu tinha oito anos mudou bastante mas nem por isso deixei de ter um projeto.
No âmbito político, raramente observamos um projeto e mais raro ainda termos um projeto com começo, meio e fim e que envolva prazos maiores do que um governo. Uma das poucas exceções que conheço é Curitiba, a cidade vai crescendo, as vias vão crescendo e a cidade vai se arrumando seguindo um plano piloto. Pelo menos o plano urbanístico vai indo, não sei o que é feito em relação ao resto.
O problema do PT na presidência foi que ele propagandeou a possibilidade de fazer algo diferente, mostrou conhecimento dos problemas do país e que teria soluções inovadoras para estes. O PT vendeu a idéia de que teria um projeto para o país, algo inédito na presidência do Brasil. Infelizmente, este projeto era uma licença poética para buscar votos, o Brasil continua sem rumo com políticas isoladas e perdidas e que não funcionam em conjunto e, pior, não fica claro onde nossos governantes imaginam que o Brasil deve chegar. As pessoas deveriam eleger um projeto e não uma personalidade ou outra mais carismática, em última instância poderíamos escolher o país em que queremos viver e até mesmo assumir a responsabilidade caso a escolha fosse errada.
sexta-feira, março 12, 2004
ALICE
Já fiz propaganda antes do blog “Alice encontrou lá” que inclusive tem um link aqui no meu blog.
Achei interessante pelo fato de não conhecê-la, acho que quando você conhece a pessoa o blog só complementa, quando você não conhece o blog se torna a imagem que você faz da pessoa. De qualquer jeito, acho interessante a forma como as mulheres conseguem ter paixões muito estranhas. A dita Lila é apaixonada por um ex ou algo do gênero que vive bem longe, ela se amarra nele mas a relação é impossível, em certos momentos tenho até a impressão de que é algo platônico e quanto mais tempo ela está longe dele, ela mais o idealiza.
Sei lá, acho que sou muito cético e acho isso bastante estranho. Acho o convívio cotidiano essencial e a distância cria expectativas que muitas vezes não são reais e apesar do tempero no reencontro, podem derrubar a relação a médio prazo quando as ditas expectativas não se tornam reais.
Sou um chato. Um chato que acha ótimo bisbilhotar e criticar a vida alheia.
Só um detalhe, por favor não venha falar da minha vida, deixe-a em paz, ela não tem nada a ver com o nosso papo. Vamos continuar falando da vida dos outros.
Já fiz propaganda antes do blog “Alice encontrou lá” que inclusive tem um link aqui no meu blog.
Achei interessante pelo fato de não conhecê-la, acho que quando você conhece a pessoa o blog só complementa, quando você não conhece o blog se torna a imagem que você faz da pessoa. De qualquer jeito, acho interessante a forma como as mulheres conseguem ter paixões muito estranhas. A dita Lila é apaixonada por um ex ou algo do gênero que vive bem longe, ela se amarra nele mas a relação é impossível, em certos momentos tenho até a impressão de que é algo platônico e quanto mais tempo ela está longe dele, ela mais o idealiza.
Sei lá, acho que sou muito cético e acho isso bastante estranho. Acho o convívio cotidiano essencial e a distância cria expectativas que muitas vezes não são reais e apesar do tempero no reencontro, podem derrubar a relação a médio prazo quando as ditas expectativas não se tornam reais.
Sou um chato. Um chato que acha ótimo bisbilhotar e criticar a vida alheia.
Só um detalhe, por favor não venha falar da minha vida, deixe-a em paz, ela não tem nada a ver com o nosso papo. Vamos continuar falando da vida dos outros.
quinta-feira, março 11, 2004
PURPLE HAZE II
There she was
A surprise after breakfast
It seems like a simple ride
For me, it meant the day was tide
There she was with a seat by her side.
No more cell phones,
No more weird calls,
I hate phones, I’d rather live,
I hate distance, I’d rather life.
My ear phones were off,
My smile was on,
Eyes on eyes, the tone of the purple voice
Suddenly the haze was on my day.
Purple Haze was in my brain,
lately things don't seem the same,
actin' funny but I don't know why
'scuse me while I kiss the sky.
There she was
A surprise after breakfast
It seems like a simple ride
For me, it meant the day was tide
There she was with a seat by her side.
No more cell phones,
No more weird calls,
I hate phones, I’d rather live,
I hate distance, I’d rather life.
My ear phones were off,
My smile was on,
Eyes on eyes, the tone of the purple voice
Suddenly the haze was on my day.
Purple Haze was in my brain,
lately things don't seem the same,
actin' funny but I don't know why
'scuse me while I kiss the sky.
21 GRAMAS
Finalmente assisti o 21 Gramas. O fato de ser um filme do mesmo diretor de Amores Brutos era um grande atrativo e só no apagar das luzes consegui assistir o filme.
A forma da narrativa é interessante apesar daquela sensação de “já vi esse formato antes”, achei que os atores também estavam mandando bem. Gostei do Benicio Del Toro no filme, os conflitos do personagem eram bem interessantes e colocados, a sensibilidade da direção se fez presente.
O personagem do Sean Penn também estava bem construído mas aquela historinha de se apaixonar pela mulher do ex-dono do atual coração é bem mais ou menos. De qualquer forma, gostei da atuação dela e achei que ela conseguiu também dosar muito bem o seu personagem.
Enfim, gostei do filme com suas virtuosas atuações e direção apesar de em certos momentos achar meio sem sal. Nada como um filme meio depressivo num dia chuvoso.
Finalmente assisti o 21 Gramas. O fato de ser um filme do mesmo diretor de Amores Brutos era um grande atrativo e só no apagar das luzes consegui assistir o filme.
A forma da narrativa é interessante apesar daquela sensação de “já vi esse formato antes”, achei que os atores também estavam mandando bem. Gostei do Benicio Del Toro no filme, os conflitos do personagem eram bem interessantes e colocados, a sensibilidade da direção se fez presente.
O personagem do Sean Penn também estava bem construído mas aquela historinha de se apaixonar pela mulher do ex-dono do atual coração é bem mais ou menos. De qualquer forma, gostei da atuação dela e achei que ela conseguiu também dosar muito bem o seu personagem.
Enfim, gostei do filme com suas virtuosas atuações e direção apesar de em certos momentos achar meio sem sal. Nada como um filme meio depressivo num dia chuvoso.
terça-feira, março 09, 2004
EDUARDO GALEANO
Outro dia estava lendo uma entrevista com o Eduardo Galeano sobre seu novo livro. Não li o seu novo livro, aliás a única coisa que li dele foi o Veias Abertas da América Latina, um clássico da pós/pré adolescência.
Achei interessante na entrevista a forma como ele falou de outros valores como o afeto, no caso o abraço, assim como outras pequenas questões que ele entende que mudariam a forma de viver. Entendi como um verdadeiro contraponto as revoluções sangrentas e aguerridas, seria uma revolução simples no comportamento que poderia fazer o mundo um lugar melhor para se viver, melhor até do que um mundo pós revolução sangrenta e radical. Fiz uma analogia com a Revolução Cinza pregada por Mao.
A parte que me chamou atenção foi quando ele falou sobre o tempo e o valor que devia ser dado a este, acho interessante a forma como os velhos intelectuais sentem falta do tempo e sentem que este luta contra cada vez mais intensamente contra a capacidade intelectual.
Após ler esse tipo de questionamento me sinto mais obrigado a aproveitar melhor meu tempo e me sinto no dever de revolucionar, nem que seja com um abraço afetuoso. Fiquei com vontade de ler os últimos livros do Galeano. Interessante conceito de revolução.
Outro dia estava lendo uma entrevista com o Eduardo Galeano sobre seu novo livro. Não li o seu novo livro, aliás a única coisa que li dele foi o Veias Abertas da América Latina, um clássico da pós/pré adolescência.
Achei interessante na entrevista a forma como ele falou de outros valores como o afeto, no caso o abraço, assim como outras pequenas questões que ele entende que mudariam a forma de viver. Entendi como um verdadeiro contraponto as revoluções sangrentas e aguerridas, seria uma revolução simples no comportamento que poderia fazer o mundo um lugar melhor para se viver, melhor até do que um mundo pós revolução sangrenta e radical. Fiz uma analogia com a Revolução Cinza pregada por Mao.
A parte que me chamou atenção foi quando ele falou sobre o tempo e o valor que devia ser dado a este, acho interessante a forma como os velhos intelectuais sentem falta do tempo e sentem que este luta contra cada vez mais intensamente contra a capacidade intelectual.
Após ler esse tipo de questionamento me sinto mais obrigado a aproveitar melhor meu tempo e me sinto no dever de revolucionar, nem que seja com um abraço afetuoso. Fiquei com vontade de ler os últimos livros do Galeano. Interessante conceito de revolução.
quinta-feira, março 04, 2004
FUSÃO OU AQUISIÇÃO?
Num passado não tão longínquo o nosso estimado órgão de defesa de concorrência, CADE, autorizou a fusão da Brahma e da Antartica, as duas maiores cervejarias brasileiras que passaram a ter o monopólio do mercado. Quem já teve acesso aos pormenores do caso pôde nitidamente observar a pressão política e da mídia para aprovação da fusão, uma vergonha. Quem é consumidor rapidamente também observou que o mercado de cerveja monopolizado acarretou um aumento de preço jamais visto.
Um dos argumentos a favor da fusão era que uma empresa brasileira teria visibilidade e porte para competir internacionalmente, um verdadeiro orgulho para a nação fudida e desdentada.
Alguns anos depois, a mesma mídia isenta, que lucra rios de dinheiro com a publicidade das marcas da Ambev, anuncia com orgulho a fusão da Ambev com a Interbrew, fusão esta em que a Interbrew fica com 57% das ações da Ambev e criam uma nova empresa a Interbrew Ambev em que a Ambev terá cerca de 20% de participação. O discurso nacionalista vem em seguida de que o Brasil está ganhando projeção lá fora e blá, blá, blá. Fora do discurso nacionalista que beneficia mais os brasileiros acionistas da Ambev do que aos demais brasileiros como eu, acho estranho considerar a operação uma fusão, se você dá 20% de uma nova empresa e fica com o controle acionário da outra isso pra mim é uma aquisição. Concluindo, a Ambev só é brasileira para quem quiser acreditar nisso.
Querendo enxergar um lado positivo em toda essa lambança, eu torço para que lancem a Stella Artois no Brasil por um preço razoável, teríamos ao menos como consolo a possibilidade de beber uma boa cerveja.
Num passado não tão longínquo o nosso estimado órgão de defesa de concorrência, CADE, autorizou a fusão da Brahma e da Antartica, as duas maiores cervejarias brasileiras que passaram a ter o monopólio do mercado. Quem já teve acesso aos pormenores do caso pôde nitidamente observar a pressão política e da mídia para aprovação da fusão, uma vergonha. Quem é consumidor rapidamente também observou que o mercado de cerveja monopolizado acarretou um aumento de preço jamais visto.
Um dos argumentos a favor da fusão era que uma empresa brasileira teria visibilidade e porte para competir internacionalmente, um verdadeiro orgulho para a nação fudida e desdentada.
Alguns anos depois, a mesma mídia isenta, que lucra rios de dinheiro com a publicidade das marcas da Ambev, anuncia com orgulho a fusão da Ambev com a Interbrew, fusão esta em que a Interbrew fica com 57% das ações da Ambev e criam uma nova empresa a Interbrew Ambev em que a Ambev terá cerca de 20% de participação. O discurso nacionalista vem em seguida de que o Brasil está ganhando projeção lá fora e blá, blá, blá. Fora do discurso nacionalista que beneficia mais os brasileiros acionistas da Ambev do que aos demais brasileiros como eu, acho estranho considerar a operação uma fusão, se você dá 20% de uma nova empresa e fica com o controle acionário da outra isso pra mim é uma aquisição. Concluindo, a Ambev só é brasileira para quem quiser acreditar nisso.
Querendo enxergar um lado positivo em toda essa lambança, eu torço para que lancem a Stella Artois no Brasil por um preço razoável, teríamos ao menos como consolo a possibilidade de beber uma boa cerveja.
quarta-feira, março 03, 2004
No banho hoje de manhã pensei em vários temas para posts. Pensei em temas que saíssem da discussão de temas da mídia e ao mesmo tempo fossem falsamente despretenciosos. Consegui vários.
Aos poucos minha inspiração foi se esvaziando. Até chegar ao atual momento em que a ausência de inspiração é total.
O motivo desse post? Sei lá, talvez fazer uma coisa meio clichê sobre a falta de inspiração, talvez não deixar um dia passar em branco sem um post, talvez uma forma de ficar me explicando traço característico da minha personalidade.
Bem, se tudo der certo, amanhã eu volto. Com o papo de sempre mas eu volto.
Aos poucos minha inspiração foi se esvaziando. Até chegar ao atual momento em que a ausência de inspiração é total.
O motivo desse post? Sei lá, talvez fazer uma coisa meio clichê sobre a falta de inspiração, talvez não deixar um dia passar em branco sem um post, talvez uma forma de ficar me explicando traço característico da minha personalidade.
Bem, se tudo der certo, amanhã eu volto. Com o papo de sempre mas eu volto.
segunda-feira, março 01, 2004
OSCAR
Nada tão cafona e ao mesmo tempo tão assistido e comentado quanto o Oscar. O cinemão americano faz sua festa e sua lavagem cerebral nos convence a assistir, depois do Oscar nós vamos ao cinema assistir o filme premiado ou vamos antes para saber por quem torcer na tão esperada noite. Surpreendentemente, às vezes somos surpreendidos com boas indicações e grandes vencedores, na maioria das vezes o óbvio vence sem deixar espaço para aquele que seria um mocinho surpreendente da sétima arte.
No Oscar tenho o costume de torcer por mocinhos que no final perdem, torci por Pulp Fiction, Cidade de Deus, Central do Brasil e Fernanda Montenegro. Outros mocinhos ganharam como o Invasões Bárbaras e o Amelie Poullain.
Sempre durmo no meio da festa, no dia seguinte vou olhar no jornal e ver quem ganhou o quê. Nesse ano estava difícil pro Cidade de Deus, ia competir com um monte de filme casca grossa mas foi legal ver a cara do Fernando Meirelles nas indicações a melhor diretor. Acho legal esse lance do Brasil participar da festa mesmo não protagonizando. Nossa síndrome de que segundo lugar não é nada floresce, esquecemos que só o fato de ter sido indicado já é uma senhora vitória, e ficamos revoltados discutindo cinema como se fosse futebol na Copa do Mundo. Sou um crítico do Oscar, mas não tem como negar que é muito legal o pessoal estar falando sobre cinema e prestigiando cada vez mais o cinema nacional. Sobre a qualidade do cinema nacional, isso é para discutir em outro post, hoje é dia de comemorar Frodo e as indicações do God City e do Carlos Saldanha.
Nada tão cafona e ao mesmo tempo tão assistido e comentado quanto o Oscar. O cinemão americano faz sua festa e sua lavagem cerebral nos convence a assistir, depois do Oscar nós vamos ao cinema assistir o filme premiado ou vamos antes para saber por quem torcer na tão esperada noite. Surpreendentemente, às vezes somos surpreendidos com boas indicações e grandes vencedores, na maioria das vezes o óbvio vence sem deixar espaço para aquele que seria um mocinho surpreendente da sétima arte.
No Oscar tenho o costume de torcer por mocinhos que no final perdem, torci por Pulp Fiction, Cidade de Deus, Central do Brasil e Fernanda Montenegro. Outros mocinhos ganharam como o Invasões Bárbaras e o Amelie Poullain.
Sempre durmo no meio da festa, no dia seguinte vou olhar no jornal e ver quem ganhou o quê. Nesse ano estava difícil pro Cidade de Deus, ia competir com um monte de filme casca grossa mas foi legal ver a cara do Fernando Meirelles nas indicações a melhor diretor. Acho legal esse lance do Brasil participar da festa mesmo não protagonizando. Nossa síndrome de que segundo lugar não é nada floresce, esquecemos que só o fato de ter sido indicado já é uma senhora vitória, e ficamos revoltados discutindo cinema como se fosse futebol na Copa do Mundo. Sou um crítico do Oscar, mas não tem como negar que é muito legal o pessoal estar falando sobre cinema e prestigiando cada vez mais o cinema nacional. Sobre a qualidade do cinema nacional, isso é para discutir em outro post, hoje é dia de comemorar Frodo e as indicações do God City e do Carlos Saldanha.
BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO
Esse incêndio da Eletrobrás me chamou atenção nos mais diversos aspectos.
Primeiro - a fiscalização da prefeitura é figura de retórica, o prédio acabou de passar por reforma (quem já fez uma reforma sabe das dificuldades burocráticas da prefeitura) e a fiscalização só sabe pentelhar mas não consegue ser eficiente haja visto que o prédio pegou fogo. Em resumo, os caras da prefeitura são chatos mas não são eficientes.
Segundo – os bombeiros apesar de ficarem tirando fotos semi-nus para catálogos são despreparados para enfrentar incêndios. Modelos medíocres e bombeiros piores ainda. Não se trata de exigir heroísmos mas de conseguir fazer o seu trabalho com o equipamento que possui comprados com nossas taxas de incêndio. Cenas ridículas: umas duas escadas magiros (não sei como se escreve!) paradas e somente uma funcionando, o saldo de 14 bombeiros asfixiados dentre os feridos (se o cara é bombeiro ele não deve ficar asfixiado a não ser que não esteja devidamente treinado) e assim por diante.
O incêndio com algumas variáveis poderia ter se tornado uma tragédia. Imaginemos um horário diferente para o início do incêndio, imaginemos que no dia não estivesse chovendo, imaginemos que tivesse ocorrido em alguma rua mais apertada como na Rua 7 de setembro ou na Rua do Ouvidor, imaginemos que o edifício fosse mais antigo e usando um pouco mais a imaginação facilmente se imagina um novo Andorinhas.
Em havendo a tragédia a Rosinha iria para a televisão se solidarizar com as vítimas, depois viria o César Maia, depois o Lula e algumas almas teriam se perdido pelo acaso do destino e outras por mais uma demonstração de incompetência de nossas autoridades. Fico feliz em saber que a única tragédia que ocorreu foi em relação ao trânsito no centro da cidade, com isso dá pra conviver sem que fantasmas nos atormentem.
Esse incêndio da Eletrobrás me chamou atenção nos mais diversos aspectos.
Primeiro - a fiscalização da prefeitura é figura de retórica, o prédio acabou de passar por reforma (quem já fez uma reforma sabe das dificuldades burocráticas da prefeitura) e a fiscalização só sabe pentelhar mas não consegue ser eficiente haja visto que o prédio pegou fogo. Em resumo, os caras da prefeitura são chatos mas não são eficientes.
Segundo – os bombeiros apesar de ficarem tirando fotos semi-nus para catálogos são despreparados para enfrentar incêndios. Modelos medíocres e bombeiros piores ainda. Não se trata de exigir heroísmos mas de conseguir fazer o seu trabalho com o equipamento que possui comprados com nossas taxas de incêndio. Cenas ridículas: umas duas escadas magiros (não sei como se escreve!) paradas e somente uma funcionando, o saldo de 14 bombeiros asfixiados dentre os feridos (se o cara é bombeiro ele não deve ficar asfixiado a não ser que não esteja devidamente treinado) e assim por diante.
O incêndio com algumas variáveis poderia ter se tornado uma tragédia. Imaginemos um horário diferente para o início do incêndio, imaginemos que no dia não estivesse chovendo, imaginemos que tivesse ocorrido em alguma rua mais apertada como na Rua 7 de setembro ou na Rua do Ouvidor, imaginemos que o edifício fosse mais antigo e usando um pouco mais a imaginação facilmente se imagina um novo Andorinhas.
Em havendo a tragédia a Rosinha iria para a televisão se solidarizar com as vítimas, depois viria o César Maia, depois o Lula e algumas almas teriam se perdido pelo acaso do destino e outras por mais uma demonstração de incompetência de nossas autoridades. Fico feliz em saber que a única tragédia que ocorreu foi em relação ao trânsito no centro da cidade, com isso dá pra conviver sem que fantasmas nos atormentem.