DOMINGO
Televisão ocupada. Ler é complicado, se eu for ler o que eu gosto, ler-diversão, eu fico com peso na consciência pois não li o que precisava realmente ler, ler-trabalho. A televisão é bobeira garantida, é mais democrática e Monk nunca vai ser trabalho e House nunca vai ficar perdendo tempo falando gentilezas. Televisão não dá.
Meio termo, computador. Tem tela, meio que dá pra adiantar uns trabalhos mas sem a pretensão de trabalhar de verdade, dá pra se divertir um pouco também. Bendita hora em que me ofereci para organizar um mini-curso de coisa do trabalho, se eu ficasse assistindo sem ajudar eu iria ficar com peso na consciência. Se eu deixasse outra pessoa fazer e ficasse uma merda, eu também ficaria com peso na consciência pois sabia que poderia fazer melhor. Me ofereci consciente e tenho que fazer o dever de casa. Vão criticar, com certeza. Vou optar por sair da posição de atirador de pedras e virar dono da vidraça. Vamos que vamos.
Ou melhor, teria que fazer o dever-de-casa se o site que precisava acessar onde está o material estivesse acessível. Odeio mensagens de erro que não fazem o menor sentido.
Posso dar uma olhada no orkut, ainda não li os posts de aniversário.
O orkut não entra, peço senha, senha nova, login negado e assim vai seguindo. Nem o orkut quer papo comigo. Talvez seja porque não consigo ficar mais do que 10 minutos vendo os profiles dos outros e tenha virado persona non grata. Como não dá pra acessar no trabalho, agora não dá pra saber quando vou poder ver as mensagens de aniversário.
Vou dar uma olhada no meu blog. Este aqui mesmo. Fico com peso na consciência. Não tem nada desde Outubro de 2006. Que coisa mais bizarra. Parece que não li ou não fiz nada que merecesse uma mínima e esforçada prosa, que não preciso do blog mais para meus eventuais desabafos ou do velho cantinho de esconderijo.
O problema é pior, como não posso acessar do trabalho o blogger acabo recorrendo a outras formas de desabafar. Algumas geram problemas. Chato esse lance de trabalho, ter que pisar em umas cabeças para não pisarem na sua, aturar pessoas burras, deselegantes, interesses mesquinhos e ladrões cujos crimes não tenho como comprovar, levianos. Eu só queria ir trabalhar e dar a minha justa contribuição para a sociedade sem ter que me perder no lodo do improdutivo. Perder tempo corrigindo improdutividades mais do que uma perda de tempo é uma perda de tempo. Taí, perdi tempo.
Semana que vem Evanescence. Será que é igual ao Roger Waters onde eu só conhecia 4 músicas ou será melhor. É mais longe, não vai rolar taxi de $12 e caminha fresquinha em 10 minutos. Mas a banda arrebenta, é muito som. A mulher arrebenta, maior vozeirão. Não gosto de heavy metal mas gosto de som pesado. Com certeza eu vou, não sei como mas vou, vai ser irado. Voltar depois a gente vê. O importante é ir e levar uma grana boa. Pensar na volta já é pensar demais. First things first.
Acho que vou conseguir o controle remoto da televisão de volta...