terça-feira, abril 29, 2003

TUBARÃO 1

Sempre que leio uma reportagem sobre tubarão mordendo gente em Recife eu fico agoniado. Porra, será que esses surfistas pernambucanos são uns imbecis ou é impressão minha.

Desde não sei quando se ouve falar que os tubarões estão atacando direto surfistas e mesmo assim neguinho insiste em surfar, isso pra mim não é amor ao esporte, é só burrice mesmo. Li uma reportagem na Trip uma vez e a parada é bizarra, neguinho perde perna, se fode todo, fica o maior tempão de molho. Depois que eu li a reportagem eu fiquei duas semanas com medo até de molhar o pé na beirinha, e olha que depois que eu assisti Tubarão 1 eu só fiquei uns 3 dias sem entrar na água, pra sentir o drama da reportagem.

Têm tantos outros esportes e neguinho insiste em surfar, vai soltar pipa, jogar futebol de praia, peteca, cuspe em distância, qualquer coisa que não consista em entrar na água numa prancha e ficar parecendo uma tartaruga ou qualquer outro animal que seja o prato predileto de tubarão.

quarta-feira, abril 16, 2003

SILVEIRIÑA OU FOMOS SALVOS POR UMA EX-MULHER

Sei que o assunto é meio batido mas não me canso de ver a cara do Silveirinha e sua trupe presos. Porra, quem dedurou os caras foi uma ex-mulher de um deles que botou a boca no trombone e lá vai a galera para o xilindró light (a cadeia dos caras é um dormitório de quartel da PM, prisão super especial se comparada as casas de custódia do Rio).

Como todos devem saber, existem diversos métodos investigativos para se encontrar provas que incriminem uma pessoa. No entanto, no Brasil não temos a menor tradição investigativa e as coisas acontecem e ou é feito um flagrante ou a coisa acaba ficando de graça. Aquela coisa de filme do cara heroicamente conseguir umas provas que incriminem um sujeito não existe.

Em vista de nossa tradição, muita coisa fica no achismo e achismo não é suficiente pra incriminar ninguém. No caso do Silveirinha e trupe, havia polícia estadual, polícia federal, ministérios público estadual e federal e ainda uma Comissão parlamentar de inquérito da assembleia estadual envolvidos e ninguém conseguiu arrumar nada que incriminasse o sujeito, e lá estava ele passeando na praia aproveitando sua licença da fiscalização.

Sorte nossa que a ex-esposa de alguém da trupe colocou a boca no trombone e soltou o verbo e falou que o cara fez e aconteceu. Fomos salvos por uma ex-mulher.

Se vai ser o suficiente pra incriminar e condenar a prisão, eu não sei. Mas aprendi duas lições:
- dá pra gente ter fé na punição de picaretas,
- cuidado com aquela pessoa que dorme ao seu lado, ela não é boba.
... minha resolução de fim de ano foi pro espaço.

Não estou conseguindo escrever um post por semana, nem que seja pra falar mal de alguma coisa óbvia ou comentar alguma notícia de jornal.
O pior é que existem diversas coisas sobre as quais eu gostaria de falar e cadê o tempo para escrever.

Como se não bastasse tudo o que está acontecendo estou disvirtuando o meu lado crítico para falar sobre outros assuntos. Bem, isso é uma auto-crítica e acho que pode ser vista como uma crítica!

terça-feira, abril 15, 2003

FRAGMENTOS DE UMA RESPOSTA

Não tenho idéia do motivo pelo qual o cartão de aniversário foi enviado pra vc. Foi mal.

Em relação a nossa amizade, tenho que admitir que acho tudo muito complicado. A última vez que falei com vc ao telefone achei tudo muito estranho e me senti mal, eu só queria continuar seu amigo e não queria que vc sumisse do dia para a noite da minha vida mas deu pra sentir que vc não tinha o menor interesse nisso e precisava de um tempo. Naquele telefonema, tive a sensação de que para vc eu era um nada, um sinônimo de indiferença, um cara que não tinha noção do que é ser inconveniente e isso me incomodou.

Não, não quero lhe ver e ter uma sensação semelhante a daquele telefonema. Fui grosso quando vc quis falar comigo depois ou quando lhe encontrei por algum ocaso. O problema é que não queria falar com vc. A situação me incomodava. Por esse mesmo motivo eu nunca lhe convidei para o reveillon, eu não fui no aniversário da nossa amiga, não liguei no seu aniversário e fico morrendo de curiosidade em saber como está a sua vida mas não pego o telefone.

Não, eu não consigo ficar indiferente em relação a você. Já tentei, mas apesar da gente ter terminado há mais de um ano em alguns momentos vc continua presente em minha vida e a cicatrização é muito difícil. Tenho sentimentos complicados de definir, vc ainda é um dogma, ou seria um paradigma? Às vezes tenho a sensação de que quando terminamos eu ainda gostava muito de vc e ficou um vazio muito grande. Eu gostava de vc não só como namorada mas também como uma pessoa que me ouvia, me entendia e com a qual eu tinha afinidade e de repente não restou nada. Vc me fazia uma pessoa melhor.

Estou aliviado depois de falar um pouco do que estava engasgado. Não sei se vc queria ouvir, mas eu precisava falar. Não sei se foi uma resposta muito longa para um despretencioso e-mail de 5 linhas. Não sei se vc vai achar estranho, beirando o psicótico, eu, do nada, dizer que vc não é indiferente para mim. Não sei se vc vai ler esse e-mail e muito menos responder. Não sei se estou usando o tom certo. Não sei se estou falando exatamente o que gostaria de falar. Algumas incertezas como tempero...

Espero que vc seja feliz, vc merece.