sexta-feira, janeiro 31, 2003

Vi o counter do blog atingindo os 100 acessos e tenho que admitir que fiquei feliz.

Considerando os acessos que eu faço pra ver se os posts entraram, pessoas que entram sem querer, pessoas que entraram uma vez depois que eu comentei só por educação e assim por diante, não deixo de ficar envaidecido com os acessos. Um dos motivos que me envaidecem é que não faço um blog tradicional de historinhas engraçadinhas sobre o meu dia mas a minha intenção é fazer algo meio pretencioso que eu não tenho idéia de onde vai chegar. Valeu pela curiosidade.

Que este seja o primeiro de muitos agradecimentos ao público espectador...
DOMINGOS DE OLIVEIRA

Fui assistir o “Separações” e há um tempo atrás assisti a peça “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”, ou seja, já conheço um pouco do Domingos de Oliveira e acho que já posso ter uma opinião por mais superficial que seja.

Para defini-lo em uma palavra, eu diria, ele é um bêbado. Sem anglicismos, sem palavras que ninguém conhece, nada mais simples do que isso, o cara é um bêbado.

Apesar do que muitos podem achar, eu não vejo uma coisa somente negativa nesta definição, muito pelo contrário, acho que apesar dos aspectos negativos existem também alguns pontos positivos em ser rotulado de bêbado. Bêbados são alegres, falam o que lhes vem a cabeça, conseguem ver certas coisas que um indivíduo sóbrio não consegue, são desapegados de coisas materiais (começando pela carteira e celular) e conseguem ver poesia em momentos não tão lógicos. O lado ruim dos bêbados é que eles em diversas ocasiões são chatos ou inconvenientes, tendem a ser depressivos, não aceitam questionamento da sua lógica, existe uma certa dificuldade em descobrirmos se eles estão um pouco altos, bêbados ou pra lá de Bagdad e existem coisas que você se lembra no dia seguinte que eles não se lembram de terem ouvido, e pior ainda, de terem falado.

A maioria dos bêbados que conheço são românticos em relação as mulheres, o momento que complica é quando o alvo do romantismo de alguma forma repele o bêbado. Aí vão horas de xingamentos repetidos, promessas de nunca mais se envolver com ninguém, risco eminente de baixaria, barraco ou porrada e assim a coisa vai indo.

Sobre o ilustre Domingos de Oliveira, o filme dele é a história de um bêbado e sua relação com as mulheres em um determinado momento de sua vida. Desta forma, existem momentos muito legais e de rara poesia, e existem momentos nos quais você não sabe onde o filme quer chegar. A direção e certas atuações em certos momentos são teatrais demais o que acaba deixando o filme sem uma personalidade mais forte na direção e na atuação.

O eterno lance de usar o Rio de Janeiro como sendo um lugar único e tomadas de helicóptero que pretendem convencer os espectadores de outros estados de que a cidade é maravilhosa continua sendo uma coisa que não me desce pela garganta. Uma certa preguiça na elaboração do filme fica aparente quando colocam um filme dos anos 70 para retratar a Paris atual e quando numa das cenas finais passa no fundo da cena um contra-regra ou alguém e não houve interesse em fazer a cena novamente ou no momento da edição/telecinagem do filme.

Vale a pena assistir o filme num domingo de chuva com alguém da qual você esteja se separando, pelo menos você vai poder fazer menções a certas situações do filme quando a separação de fato vier. O filme é legal mas não chega a ser tudo aquilo que a crítica especializada em filmes, possíveis amigos bêbados do diretor, escreveram nos jornais.

Em relação ao “Todo mundo tem problemas sexuais”, é uma peça engraçadinha que dá pra dar umas risadas e só. O ritmo é bom e as menções ao cotidiano sexual de um típico membro de classe média alta são bem feitas, o que facilita as diversas gargalhadas do público alvo que não entenderia nada mais complexo. Dá pra perceber que o nosso ilustre bêbado não é bobo e sabe conseguir uma grana com as risadas da classe média alta. Estão vendo, nem todo bêbado é burro, nem todo bêbado é depressivo, os bêbados também conseguem dizer algumas coisas interessantes, ganhar dinheiro e fazer seu público rir.

segunda-feira, janeiro 27, 2003

TORCIDA NO CINEMA

Um amigo meu veio me contar todo feliz que achou muito legal a sessão de cinema na qual ele assistiu Senhor dos Anéis – Duas Torres porque parecia o Maracanã em dia de clássico. Sinceramente, se eu quisesse torcer eu iria ao Maracanã, cinema é lugar para se assistir filme, se a finalidade é assistir filme, atrapalhar os outros que estão assistindo o filme é uma atitude errada.

Eu odeio esse pessoal que vai ao cinema num esquema vamos fazer uma zona e nos divertir, uma vez assisti ao Missão Impossível 2 num cinema de shopping de Belo Horizonte na sessão das 4 da tarde de sábado. Minha amiga fez milagres para conseguir os ingressos e lá vou eu. Cheguei no cinema e já estava tudo imundo, cheio de pipoca pelos cantos e uma algazarra surreal, parecia sala de aula quando o professor sai para atender um telefonema sendo que nesse caso não havia perspectiva do professor voltar. Contei até 10 e encarei. Quando começou o filme cessaram as piadinhas sem graça em voz alta para chamar atenção dos amigos e da garotinha que se está a fim e o pessoal começou a torcer pelo Tom Cruise. Pensei que neguinho estava de sacanagem mas na verdade estavam torcendo sério pelo seu ídolo, no final do filme uma grande ovação de um público emocionado. Convenhamos, que coisa mais brega!

O cinema é um lugar de introspecção, silêncio e de uma interação sutil entre o filme e o espectador. Ali, só quem fala é o filme e nós o ouvimos pois foi ele quem nos fez sair de casa. Se for ruim depois a gente critica e fala mal pros amigos. Mas aquele momento é espectador x filme.

Em outra possibilidade, o cinema é o lugar para se ter paz, isso explica porque pessoas stressadas ou angustiadas ocasionalmente entram no cinema sem nem saber o nome do filme. Por isso o cara matou a família e foi ao cinema ao invés do Maracanã.

Quem nunca foi assistir a um filme ruim com uma pessoa que estava rolando um certo flerte no qual o maior interesse seria a possibilidade de ficar com a dita pessoas duas horas em uma sala escura. Duvido que houvessem tantas letras de música protagonizadas no cinema se ele fosse uma algazarra sem fim.

Minha crítica vai para todos que fazem zona no cinema ou de alguma forma incomodam os outros que querem assistir um filme. Essa crítica inclui também aqueles que agem como se estivessem assistindo um vídeo em casa (falando pelos cotovelos, fazendo piadinhas e comentando tudo!) ou aqueles que esquecem o celular ligado (que saco!) e por vezes ainda tem a petulância de atender e dizer “estou no cinema mas blá, blá, blá”.

Cinema é lugar de assistir filme e só. Se quiserem torcer vão ao Maracanã, se quiserem ficar comentando o filme, espere ele sair no vídeo e o assista em casa. Celular, deixe no silencioso e ligue depois do filme. Um pouco de bom senso às vezes é uma coisa difícil de se achar.

quinta-feira, janeiro 23, 2003

Começo a acontecer o que eu temia, posts que são escritos e somem no espaço virtual. Isso é bem estranho, você aperta um botão e tchanam, o negócio funciona. Você aperta novamente o botão e tchunum, não funciona. Que coisa bizarra! Fico feliz em não ser um expert em informática nessas horas...
CIDADE DE DEUS

Finalmente assisti ao mega-sucesso nacional de bilheteria. O filme em si é um marco pois finalmente a Xuxa perdeu o trono herdado dos Trapalhões de campeã de bilheteria entre os filmes brasileiros. O fato de só agora essa marco ter sido derrubado já é uma vergonha que demonstra a falta de capacidade dos diretores nacionais de fazer filmes comerciais e o baixo nível de nosso público que só sabe assistir enlatados americanos. Mas, enfim, vamos falar do Cidade de Deus.

Inicialmente, eu li o livro, que por sinal é bem legal. O filme tem pouca coisa em comum com o livro, o que é negativo, aquele papo de inventar personagem para deixar a história redonda acabou ficando meio estranho mas acabou funcionando. Além disso, o filme tem 30% do livro, o que não é pouco mas tudo bem. Cabe ressaltar que se imaginarmos um Senhor dos Anéis com somente 30% do livro, ia ser a maior chiação e fã quebrando o cinema, como pouca gente leu o livro do Paulo Lins, felizmente não houve quebradeira no cinema.

Focando no filme, gostei da direção, rápida e eficiente, achei bacana as cores e a trilha sonora. Alguns atores mandaram muito bem, outros quebraram um galho. As cenas ficaram bem feitas, com exceção daquelas de guerra de quadrilhas que ficaram meio artificiais (qualquer pessoa que já tenha jogado Counterstrike Favela sabe do que estou falando!). O excesso de gírias e umas falhas de dicção quase não me permitiram entender o que alguns personagens estavam fazendo, e olha que sou carioca. Imagina pro nordestino fala lenta entender os diálogos, bem complicado.

Apesar das críticas, achei o filme muito bom. Fico feliz que o cinema nacional tenha conseguido produzir algo de qualidade e interessante.

Assim como Carlota Joaquina foi um marco do renascimento do cinema nacional sobrevivente aos militares e ao Collor, o Cidade de Deus também é um marco no sentido de que podemos produzir bons filmes que atraiam as massas.

Em relação ao Oscar, acho que estamos acertando a mão. O Central do Brasil merecia mas competindo com o brega do A Vida é Bela, ficou difícil. O Cidade de Deus tem boas chances, vai depender mais dos concorrentes do que nunca, se tiver algum excelente aí realmente vai ser difícil porque o filme, na minha opinião, é somente “muito bom”.

E aí fica a frase do dia pra quem assistiu o filme e pra quem ainda vai assistir:
Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno.
[1/21/2003 11:15:23 PM | Crítico do Mundo]
DIOGO MAINARDI

Aí está um cara que eu admiro. Acho que ele inclusive poderia ser um patrono, um homenageado ou sei lá mais o quê deste blog. O cara é um crítico do mundo no melhor estilo.

Tenho curiosidade de ouvir ele falando, aquela coisa do amigo do amigo que acabou chamando o cara para o jantar e de repente estaria ele lá meio mau humorado, ou até mesmo bem humorado, mas batendo um papo de alto nível e espinafrando um ou outro pelo caminho.

Tenho que admitir que só o conheço pelo que ele escreve na Veja. Todo domingo está ele lá dando um esculacho nas mais diversas pessoas ou situações e às vezes até mesmo se auto-esculachando (ficou estranho “auto-esculacho” mas vou deixar assim mesmo). Acho interessante a forma como ele em duas colunas consegue criticar uma situação de uma forma pontual e ao mesmo tempo profunda. Mesmo que eu discorde do ponto de vista dele, tenho que admitir que ele tem uma opinião bem formada. Agora, o melhor mesmo, é ele ser um dos recordistas de cartas da Veja, e olha que não falta gente escrevendo coisas questionáveis na Veja. Essa coluna do cara é animal!

Sei que ele tem alguns trabalhos e participou da elaboração de um filme que foi completamente esculachado e que nem deu tempo de eu assistir no cinema e que vai ser difícil achar em locadora.

Uma das últimas dele foi esculachar um texto do Zuenir Ventura. Tenho que contar rapidamente minhas más experiência com o Seu Zuenir. O cara ficou todo famoso com o Cidade Partida, foi elogiado por Deus e o mundo, ficou curioso para ler alguma coisa dele. Ao tentar inovar acabei comprando o Ciúme da série sobre os sete pecados capitais. Que arrependimento, o livro é caidésimo! Superficial, com história patética e sem graça que não diz ao que veio ao mundo. O pior é que é um livro enganado, começa bem e parece que vai ser interessante, o livro cai no marasmo e no lugar comum, mas como começou interessante, o intrépido leitor acaba seguindo em frente acreditando na hipótese de que o livro vá melhorar. Que decepção! Hoje em dia qualquer coisa que o Zuenir Ventura assine eu já olho torto e não compro mas nem bula de remédio que ele seja o autor.

Enfim, como o Veríssimo agora só escreve no Globo as quintas e domingos ocasionalmente acabo dando uma olhada no espaço que ele escrevi diariamente só por curiosidade. Acabou que ele escreveu uma coluna que eu achei uma merda, um misto de brega com superficialidade e pretensão de dar dó. Ironicamente, lá vem o Diogo Mainardi caindo em cima e mandando ver, na boa que me senti vingado pelo crítico mor.

Muito obrigado, Diogo, espero que você continue criticando o que tem que ser criticado e dando uma espinafrada nas mais diversas coisas espinafráveis. Se quiser esculachar o meu humilde blog, fique à vontade, você pode.

quarta-feira, janeiro 22, 2003

DIOGO MAINARDI

Aí está um cara que eu admiro. Acho que ele inclusive poderia ser um patrono, um homenageado ou sei lá mais o quê deste blog. O cara é um crítico do mundo no melhor estilo.

Tenho curiosidade de ouvir ele falando, aquela coisa do amigo do amigo que acabou chamando o cara para o jantar e de repente estaria ele lá meio mau humorado, ou até mesmo bem humorado, mas batendo um papo de alto nível e espinafrando um ou outro pelo caminho.

Tenho que admitir que só o conheço pelo que ele escreve na Veja. Todo domingo está ele lá dando um esculacho nas mais diversas pessoas ou situações e às vezes até mesmo se auto-esculachando (ficou estranho “auto-esculacho” mas vou deixar assim mesmo). Acho interessante a forma como ele em duas colunas consegue criticar uma situação de uma forma pontual e ao mesmo tempo profunda. Mesmo que eu discorde do ponto de vista dele, tenho que admitir que ele tem uma opinião bem formada. Agora, o melhor mesmo, é ele ser um dos recordistas de cartas da Veja, e olha que não falta gente escrevendo coisas questionáveis na Veja. Essa coluna do cara é animal!

Sei que ele tem alguns trabalhos e participou da elaboração de um filme que foi completamente esculachado e que nem deu tempo de eu assistir no cinema e que vai ser difícil achar em locadora.

Uma das últimas dele foi esculachar um texto do Zuenir Ventura. Tenho que contar rapidamente minhas más experiência com o Seu Zuenir. O cara ficou todo famoso com o Cidade Partida, foi elogiado por Deus e o mundo, ficou curioso para ler alguma coisa dele. Ao tentar inovar acabei comprando o Ciúme da série sobre os sete pecados capitais. Que arrependimento, o livro é caidésimo! Superficial, com história patética e sem graça que não diz ao que veio ao mundo. O pior é que é um livro enganado, começa bem e parece que vai ser interessante, o livro cai no marasmo e no lugar comum, mas como começou interessante, o intrépido leitor acaba seguindo em frente acreditando na hipótese de que o livro vá melhorar. Que decepção! Hoje em dia qualquer coisa que o Zuenir Ventura assine eu já olho torto e não compro mas nem bula de remédio que ele seja o autor.

Enfim, como o Veríssimo agora só escreve no Globo as quintas e domingos ocasionalmente acabo dando uma olhada no espaço que ele escrevi diariamente só por curiosidade. Acabou que ele escreveu uma coluna que eu achei uma merda, um misto de brega com superficialidade e pretensão de dar dó. Ironicamente, lá vem o Diogo Mainardi caindo em cima e mandando ver, na boa que me senti vingado pelo crítico mor.

Muito obrigado, Diogo, espero que você continue criticando o que tem que ser criticado e dando uma espinafrada nas mais diversas coisas espinafráveis. Se quiser esculachar o meu humilde blog, fique à vontade, você pode.

BIG BROTHER BRASIL

Tenho que admitir que sou influenciado pela mídia e propaganda de uma forma geral, dentro dessa estrutura tento ter o mínimo de discernimento para não me tornar um abobado completo.

Como sou influenciável pela propaganda, acabei assistindo ao BBB3. Assisti o BBB1 e um pouco do BBB2 e tenho que admitir que a coisa cada vez mais me surpreende negativamente. Acho a idéia do BBB muito maneira, essa coisa voyeur de acompanhar o dia-a-dia das pessoas, as conversas, as situações limites, as barreiras ao ambiente externo, a convivência com pessoas que você não conhece e assim por diante. No entanto, o que tenho achado ruim nos BBBs recentes é a qualidade dos participantes.

Fico impressionado em como a Globo consegue selecionar tanta gente desinteressante e oca. Analisando o perfil dos participantes é possível achar que vai rolar alguma coisa bacana, mas eles acabam se perdendo em um universo politicamente correto meio sem sal. Acaba que as pessoas têm um papo completamente ridículo e superficial. Na boa que eu tenho a impressão de que com treze anos eu já conseguia ter idéias mais profundas sobre alguns assuntos do que aqueles participantes, e olha que não me considero um exemplo de cultura ou conhecimento. Tem um cara todo tatuado com um perfil meio punk não sei lá o quê que mal consegue articular uma frase direito, tem o coroa pintoso que só sabe falar da avó, tem o outro lá que se muito sabe falar. Dentre um dos momentos ridículos, um que achei peculiar foi ouvir as conversas sobre religião, assunto em que qualquer pessoa com algo na cabeça pode ter uma opinião interessante mesmo que não seja aprofundada, além da atual tendência a confusão entre credos, onde o cara é católico-umbandista-budista, um dos participantes disse que acreditava em Jesus mas que ele não havia morrido na cruz mas fugido com Madalena para a Índia e que todos os discípulos ralaram e o único que ficou para segurar o tranco foi Judas. Ou esse cara tem uma teoria muito inovadora ou ele é um completo imbecil. Fico com a hipótese dele ser um imbecil.

O que acaba acontecendo é que pela influência da mídia acabo assistindo uns episódios do BBB pra ver as gatas que eles escolheram e logo depois já estou de saco cheio e não consigo nem passar perto da Globo no horário do BBB.

Minha crítica vai para a Globo, acho que é possível ter um formato de programa pop e que ao mesmo tempo tenha qualidade. Esse BBB poderia ser interessante mas o programa é simplesmente destruído por um grupo de amebas participantes. Revejam esse tipo de coisa e façam um programa decente, eu certamente contribuirei com a minha audiência.

segunda-feira, janeiro 06, 2003

Chegou o ano novo e após aquela depressão de fogos de artifício que fazem você se lembrar de que o ano foi muito mais ou menos e que você não sabe o que as pessoas comemoram tão apreensivamente, vem aquelas famosas resoluções de ano novo.

Como o crítico do mundo deve ser considerado um personagem e suas idéias não necessariamente são as minhas pessoais, vou ser sincero que tenho poucas resoluções, que digam respeito aos leitores do blog. A principal delas é de que pretendo fazer posts pelo menos uma vez por semana. As vezes fico pensando em algo e acho que é legal transpor para o papel/blog. Em alguns casos o resultado é interessante, em outros momentos, nem tanto, acho que o post ficou uma merda mas não faz sentido ficar me corrigindo o tempo todo.

Entendo que o importante é transpor as idéias até para que no futuro eu tenha o prazer, ou desprazer, de ver minhas idéias expressas em algo palpável. A minha resolução é a de escrever para que as idéias não se percam no abismo profundo das idéias que não passaram de meros lampejos neuroniais.

Espero que vocês gostem do que será exposto e fiquem à vontade para comentar, reclamar, questionar e até mesmo criticar.
Mulheres solteiras de 30

Já posso começar dizendo que o texto não tem nada a ver com uma análise da obra prima de Balzac ou algo do gênero, meu interesse é de falar tão somente das mulheres de 30 e nada mais.

Tenho o dever de criticar essa nossa sociedade de aparências baseada na hipocrisia e numa moral altamente questionável. Os valores estéticos são estipulados de uma forma cruel e objetiva sem uma margem para questionamentos. Surge a pergunta, o meu gosto é baseado no que eu realmente gosto ou o meu gosto é um mero reflexo daquilo que querem que eu goste e ache esteticamente aprazível. No que se refere as mulheres acho que existe uma imposição estética violenta que ignora a diversidade cultural e social e reduz a lixo feio aquilo que não condiz com os valores estéticos estipulados.

Em relação as mulheres de 30, no mundo atual de uma expectativa de vida de 80 anos, elas são mulheres que ainda estão na primeira metade da vida, gozam de saúde e estão experimentando desenvolvimento profissional, sexual e mais um monte de “al” mas, caso estejam solteiras, são automaticamente definidas como destinadas a solidão, ou vulgarmente falando, dizem que vão ficar para titia. O homem ainda é diferente uma vez que ser solteirão significa que ele tá pegando geral ou pode vir a pegar geral. A mulher, por outro lado, é induzida a pensar que ficou no esquecimento vendo o bonde do tempo passar não lhe restou nada a não ser um olhar de desilusão por ter sido deixada para trás por um motorneiro apressado.

Mulheres, se unam e não deixem a coisa ficar assim. Dêem um enorme foda-se pra qualquer um que venha fazer uma piadinha sobre a sua vida solteira e independente, lembre aquela sua amiga certinha de que enquanto a vida sexual dela está em descendência, a sua está em ascendência e que possivelmente você já dobrou o número de parceiros sexuais dela, vejamos numa matemática simples:

Mulher razoavelmente quadrada com uma média de 2 parceiros por ano

Teríamos nesses casos um mulher dos 16 anos aos 24 anos = 8 anos, 16 parceiros

Casada / relação estável iniciada aos 24 anos, 1 parceiro. Aos 33 anos, 17 parceiros

Solteira / mantendo a média de 2 parceiros por ano. Aos 33 anos, 34 parceiros.

E olha que a minha matemática foi bem conservadora.

Além da vantagem nas experiências sexuais, existem outras diversas vantagens em ser solteira tais como poder ler mais livros, pode fazer mais aquilo que deseja e mais uma porrada de coisa.

O grande problema de ficar mais velho está em não saber ficar envelhecer e acabar incorporando os preconceitos e os vários conceitos de fundo essencialmente comercial de nossa sociedade. É estranho como a maioria dos textos sobre idade de mulheres acabam sempre tendo uma coisa meio mal resolvida em relação a idade que por vezes beira a depressão.

Deve ser muito escroto você envelhecer e só por isso ser induzido a se sentir uma pessoa pior. Envelhecer é algo além do nosso alcance. O que pode ser depressivo é a sensação de sentir o tempo passando e não ter realizado coisas que poderia ter feito, outra coisa é se deprimir simplesmente porque o tempo passou e estão lhe induzindo a se sentir velha. Que merda!

Não sei se consegui expressar o que queria, espero que tenha ficado claro que a idade por si não pode definir a felicidade de uma pessoa. Isso é futilidade demais!

Minha crítica vai para todas as mulheres de trinta ou mais que ficam deprimidas somente porque a sociedade lhes induz a se sentirem assim. Tenham um pouco de personalidade e vejam que existem coisas além dos valores lugar comum.