VACACIONES
Desde que retomei o blog eu estou de férias do trabalho. Houve uma feliz coincidência nesse timing.
Tudo bem que ao invés de estar escrevendo o meu querido
diário, eu deveria estar dando um gás num artigo que é um projeto paralelo do
meu trabalho cotidiano. Também deveria
estar lendo uma bibliografia mais séria do que os meus próprios escritos de 15
anos atrás.
A agradável ironia é que dentre os meus posts eu achei um
que era uma carta a minha priminha escrita no dia em que ela nasceu. Eu me emocionei relendo porque havia menção à
minha avó e trazia um estado de espírito muito meu à época. Eu não tinha filhos e não sabia como me
relacionar com um recém-nascido, tal como um dos reis magos que não sabia escolher um presente, fui naquele que mais tinha a ver comigo e escrevi uma carta.
Dois dias atrás, como está chegando o aniversário de 15 anos
dela, mandei o link da carta redescoberta. Ela estava
adolescentando pelo mundo e quando leu, também curtiu (chupa Baltazar e seus
incensos ou ouro!). Bem, acho que nenhum
artigo de trabalho que eu escrevi serviu para tocar alguém.
Acabou que isso me deu uma motivação extra para continuar
escrevendo. E aí, no meio da motivação
extra nas férias rolou o momento em que vou viajar. Aí fica aquele lance meio confuso. Levo o notebook? Pró, posso escrever se rolar
tempo. Contra, é mais peso. Pró, em
viagens temos inspirações e sensações diferentes. Contra, notebooks são ímas
que atraem agentes de alfândega. E por
aí vai.
Amanhã vou decidir.
Se eu sumir, foi porque não levei o notebook (não, não vou fazer algo moderno que possa ser produzido no celular) e vou ficar um tempo sem
postar que eu espero que não dure 13 anos.
Se eu postar, é porque eu estou viciado neste meu diário de bordo e
provavelmente vou passar umas madrugadas numa varanda de hotel pensando na vida
e tirando um tempinho para me divertir do meu modo.
Estou achando que esse notebook vai viajar amanhã...